13 de jul. de 2011

A Face Oculta - Uma História de Bullying e Cyberbullying

Mais uma dica de livro:

A Face Oculta - Uma história de bullying e cyberbullying

Maria Tereza Maldonado

Editora Saraiva

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6 de jul. de 2011

Palestra trata sobre o bullying de forma divertida e instrutiva

A palestra dramatizada "Bullying - Não quero ir pra escola", apresentada a escolas do Rio de Janeiro chega ao Rio Grande do Sul. O projeto reúne quatro atores - Juliana Duarte, Ana Beatriz Corrêa, Alisson Silveira e Rafael Oliveira - que já estiveram envolvidos com casos de bullying, seja como vítimas ou como agressores.

Trata-se de uma mistura de palestra e teatro. Ao final de cada cena, os atores fazem intervenções para falar de maneira engraçada e informal, com a linguagem dos jovens, sobre os tipos de bullying, as implicações legais, como a vítima deve proceder e outras informações importantes. Ao fim da apresentação, todos participam de um

debate com os alunos, contando suas experiências com o tema e abrindo espaço para perguntas e relatos da plateia.

O texto, todo rimado, foi escrito por João Pedro Roriz, que também assina a direção da peça. “Foi a maneira que encontramos de levar a poesia aos jovens sem se tornar chato e maçante. Como apresentamos situações engraçadas, eles se divertem do começo ao fim”, conta Ana Beatriz.

O projeto foi iniciativa da atriz Juliana Duarte, que foi vítima de bullying na infância: “Resolvi transformar a minha experiência em algo bacana. É uma maneira de exorcizar tudo que eu passei. Quando se discute o assunto, é mais fácil de prevenir que ele aconteça”.

Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) mostrou que 40,5% dos alunos do ensino fundamental II estão diretamente envolvidos com a prática de bullying, seja como agressor ou como vítima. Por isso o interesse do grupo em debater o assunto. “Muitas escolas pedem que apresentemos para os pais também. O bullying pode começar em casa. Há jovens que até são estimulados pelos pais a responder as agressões, mesmo que verbais, com agressões físicas e acabam piorando a situação”, explica Rafael Oliveira.

Mais informações sobre o projeto através dos telefones: (51) 91581644 ou (21) 76722131, com Juliana Duarte.


29 de jun. de 2011

Prevenção à Violência Escolar, no Concórdia, vira assunto interdisciplinar

Dando continuidade ao Projeto Anti-Bullying, organizado pelo Serviço de Orientação Educacional do Colégio Concórdia (SOE), diferentes ações são desenvolvidas pelos professores com o objetivo de conscientizar e alertar seus alunos sobre a violência escolar.

Nas aulas de Inglês da 7ª série, turmas A e B, a professora Rejane abordou o assunto fazendo uso do poema “I Am”, do livro da Rede Pitágoras utilizado pelos alunos.

Já a professora Elaine, de Língua Portuguesa, no mês de maio, desenvolveu com as turmas da 5ª série atividades relacionadas com o livro e o filme Ponte para Terabítia. Depois de assistirem ao filme, os alunos participaram de um Seminário, onde além de

debaterem sobre o assunto, puderam apresentar cenas dramáticas, trabalhos no Power Point e entrevistas relacionadas ao filme.

As atividades do Projeto Anti-bullying, no Concórdia, nestes primeiros meses, ficaram mais centralizadas nas aulas de Línguas e Literatura, mas seguem com a abrangência de outras disciplinas, com ações diretas também do SOE. Segundo o orientador educacional, Hélio Alabarse, os alunos hoje já podem contar com uma urna, disponibilizada no Colégio, para denúncias anônimas de casos de Bullying na Escola.

22 de jun. de 2011

Cyberbullying: delete esta ideia da sua vida


Já faz tempo que a Rede Romano de Educação, através dos Colégios Romano Senhor Bom Jesus, São Mateus e Santa Marta, levantou a bandeira contra o Bullying, por meio de projetos desenvolvidos pelas orientadoras educacionais de cada Colégio. Partindo do conceito universal do termo bullying, encontrado tanto na internet quanto em publicações existentes, e problematizando-o com a semântica deste verbo da língua inglesa (que significa intimidar), discutimos a questão da violência, refletindo sobre a dimensão da consequência, colocando todos como co-responsáveis da ação-intervenção: agressores, vítimas e testemunhas.

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Hoje, como tudo acontece virtualmente, através de uma tela de computador nasce uma nova maneira de praticar o bullying. De forma silenciosa e devastadora vem crescendo o Cyberbullying, que é o bullying realizado através da internet. Trata-se do uso da tecnologia da informação para, de forma covarde, ameaçar, humilhar e intimidar uma pessoa. O Cyberbullying é tão ou mais violento que o bullying; por causar uma sensação de anonimato, o praticante se sente protegido por um dito mundo virtual e dissemina informações e imagens contra sua vítima.

Pensando nisso, a Rede Romano desenvolveu uma campanha contra o Cyberbullying, debatendo com os alunos e a comunidade em geral que a internet não é um mundo paralelo, muito menos sem lei ou à parte, a internet é vida real. Os Colégios buscaram envolver os alunos na implantação de ações de redução do comportamento agressivo, intimidante e discriminatório, bem como estimular um ambiente seguro e saudável, promovendo o respeito e a valorização das diferenças, seja em sala de aula ou nas redes sociais.

Foi a partir do trabalho de conscientização dos alunos de 5ª série do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, por meio de vídeos, palestras e debates que nasceu a campanha “Cyberbullying: delete esta ideia da sua vida!”. Foram preparados cartazes, folders e faixas de conscientização, disseminando o projeto e pregando que a liberdade de expressão requer responsabilidade.

Os alunos de 1º ano ao 4º ano do Ensino Fundamental também participaram. As orientadoras, através da hora do conto, trouxeram a fantasia para a vida real, aplicando no cotidiano de cada um a importância de lidarmos com as diferenças, como também alertando e dando dicas sobre a segurança na internet. Os alunos do Ensino Fundamental, após interagirem com a cartilha do movimento “Criança mais segura na internet” (que também foi disponibilizado no site institucional para que as famílias também pudessem acompanhar já que nela constam exemplos concretos de conduta, nomenclatura criminal, legislação e a punição da Lei), se envolveram na campanha, com o intuito de estimular um ambiente seguro e saudável, promovendo o respeito e a valorização das diferenças.