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Câmara aprova dia de combate ao bullying


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (4) o Projeto de Lei 3015/11, que institui o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A proposta, de autoria do deputado Artur Bruno (PT-CE), segue, agora, para o Senado.

A data escolhida relembra um dos maiores atentados ocorridos em escola brasileira: o massacre do Realengo. No dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, com 23 anos, invadiu a escola municipal Tasso da Silveira armado e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 12 e 15 anos.

Segundo o autor do projeto, a data é importante para alertar as escolas sobre a importância de  combater e de saber lidar com os casos de violência que surgirem. “A proposta exige das escolas, universidades e instituições específicas um novo olhar sobre a prática pedagógica que trate com prioridade das causas e das formas de combate do bullying e a violência na escola”, disse.

Fonte: Portal EBC


Governo lança projeto de combate ao bullying escolar


Texto: Gabriel Gabardo

O escritor e poeta Fabrício Carpinejar apresentou na Feira do Livro de Porto Alegre uma mostra do que levará até escolas estaduais de todo o Rio Grande do Sul no projeto Educar Sem Discriminar, lançado nessa sexta-feira (15) pelo Governo do Estado para combater o bullying entre crianças e adolescentes. A iniciativa visa tratar do tema de forma literária. 

Durante pouco mais de uma hora, em bate-papo aberto ao público na área infantil da Feira, Carpinejar relatou suas experiências com discriminação e falou sobre seu livro - Filhote de Cruz-Credo - que tem edição virtual disponibilizada gratuitamente dentro do projeto. 

O escritor foi acompanhado pelo secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, pelo secretário adjunto da Cultura, Jéferson Assumção, e pela diretora de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Tâmara Biolo Soares. 

Com bom-humor, Carpinejar confessou ter sido vítima de alguns tipos de preconceito, como pelo fato de ser considerado "feio". Mas afirmou que, com personalidade, é possível sofrer menos com a discriminação. "Se o valentão te vira de cabeça para baixo na escola, você sempre pode 'virar ele de cabeça para baixo' na linguagem, com palavras", disse. Antes de brincar com a plateia e responder as perguntas do público, o escritor deu o recado: "as pessoas precisam ser avaliadas pelo que pensam e pelo que são, e não ser julgadas antes mesmo de falar". 

Para o secretário Fabiano Pereira, um dos aspectos positivos do projeto é atuar de maneira preventiva e informativa sobre o bullying e suas consequências. "A natureza é bonita porque respeita as diferenças, e assim tem que ser a sociedade. E temos agora, de forma pioneira, um instrumento para conversar de forma direta e aberta com as crianças sobre a discriminação, criando uma consciência positiva. 

Estereótipos 
A iniciativa de tratar de forma literária o bullying também foi elogiada pelo secretário adjunto da Cultura, Jéferson Assumção. "A literatura é a maneira mais adequada, diagonal, para falar a respeito do preconceito de maneira universal. Que outra área do conhecimento teria um livro chamado Filhote de Cruz-Credo?". De acordo com Jéferson, essa é uma forma eficaz de contrapor os estereótipos e os valores discriminatórios que geram o bullying. 

Tâmara explicou os tipos de discriminação mais presentes nas escolas e ressaltou ue o bullying ocorre principalmente com caráter homofóbico, de preconceito racial, de cunho religioso e de gênero. "São discriminações altamente presentes na sociedade e na família, que acabam se refletindo na escola". A diretora informo que o projeto Educar Sem Discriminar tem como um dos seus focos a preparação dos professores para lidarem com a ocorrência do bullying em sala de aula. 

Além da SJDH, a Secretaria da Educação e o Gabinete Digital são promotores do Educar Sem Discriminar, que terá palestras de Carpinejar sobre o bullying em escolas de todas as Coordenadorias Regionais de Educação do Estado e eventos online com a participação de alunos. 

Livro - A obra Filhote de Cruz-Credo, de Fabrício Carpinejar, transforma em literatura os apelidos e brincadeiras dos quais foi alvo nos tempos de escola. O livro tem ilustrações de Rodrigo Rosa, e está disponível gratuitamente dentro do projeto Educar Sem Discriminar neste link.


Dicas práticas podem ser úteis para contornar as situações de bullying nas escolas


Algumas ideias simples colocadas em prática nas escolas podem ser eficazes para o combate ao bullying entre os alunos. De acordo com Maike Bruinje, psicóloga do International School of Curitiba (ISC), apesar de simples, as iniciativas fazem a diferença. Segundo ela, na instituição os resultados já são perceptíveis.
A psicóloga cita alguns exemplos colocados em prática no ISC, como um manual entregue aos pais que trata do bullying e busca conscientizar sobre o tema. A finalidade é que os pais orientem os filhos para já possam ir às aulas conscientes sobre o assunto.

Outra ideia é deixar uma caixinha de queixas em cada sala de aula, na qual o aluno pode informar os problemas que gostaria de tratar ou conversar, sem a necessidade de identificação. “A ideia da caixa é uma forma de abrir o canal de comunicação”, diz Maike.

“Quando um aluno se queixa de bullying investigamos para que a situação fique clara. Entendemos o bullying como uma prática contínua em que uma das partes está sofrendo. Quando é comprovado analisamos e aconselhamos as duas partes”, diz a psicóloga. Ela explica que os estudantes que praticam o bullying também podem estar com problemas psicológicos e se sentirem inferiores.

Maike explica que também são desenvolvidas no ISC atividades preventivas, como dinâmicas em sala de aula. Ela destaca ainda que os pais e professores recebem orientações para que o aluno se sinta bem para buscar o diálogo com o professor. “Todas as partes são orientadas”, afirma ela.

Segundo Maike alguns professores têm um contato mais próximo com os estudantes, o que facilita na resolução dos problemas. “Estamos recebendo um retorno positivo dos alunos. A dinâmica trabalha a autoestima. A escola sempre se preocupou com isso”, afirma. A psicóloga diz que cada caso precisa ser avaliado individualmente, pois são distintos.

Para a especialista, o diálogo é sempre muito importante nestes casos e como o professor está mais próximo do aluno, ele é o profissional responsável por estabelecer uma comunicação e um vínculo com os estudantes. “Professores agem como facilitadores e proporcionam um ambiente seguro para o aluno se comunicar e falar a respeito das dificuldades e problemas”, explica Maike.

Ela sugere ainda que, ao existir a suspeita da prática de bullying ou ciberbullying, seja realizada a investigação e documentação do caso e das atitudes da escola diante do ocorrido.

DADOS - Pesquisa feita pela Ditch The Label, organização não governamental antibullying no Reino Unido, mostrou que 70% dos jovens no mundo sofrem atos de ciberbullying e, desse total, um em cada cinco classifica a intimidação online diária como "extrema". No Brasil, um em cada cinco adolescentes pratica bullying, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Nota 10


Saiba identificar e combater o bullying nas escolas


Ele não deve se visto como brincadeira e pode trazer consequências mais sérias

"Na sala de aula, jogavam bolinha de papel na minha cabeça, não me deixavam participar de nenhum grupo, me imitavam, pois eu gaguejava quando criança. Era sempre um grupo de meninos que fazia isso. A cena que me magoa até hoje lembrar foi quando dois meninos acharam um pedaço de fio de cobre atrás da escola e me bateram com ele", o depoimento é de Lídia Eliane Canuto de Souza, 30 anos, residente de Ribeirão Pires, interior de São Paulo. 

O que aconteceu no passado com ela e que permanece no cotidiano de diversas crianças e adolescentes em escolas do mundo todo é a prática denominada "Bullying". O termo de origem inglesa é, por definição, qualquer tipo de comportamento agressivo praticado intencionalmente por uma pessoa ou grupo de forma repetida contra alguém, sem motivação específica ou justificável, causando danos psicológicos, dor emocional e física (se a agressão envolver contato físico). 

Segundo a ONG "Learn Without Fear" (Aprender Sem Medo), 350 milhões de crianças e jovens são vítimas de bullying anualmente em todo o mundo. O pediatra e um dos autores do livro "Diga não para o Bullying", Aramis Lopes Neto, aponta que atitudes violentas dentro da escola geram muita preocupação, pois interferem na formação do indivíduo e deixam sequelas, principalmente para as vítimas. No caso de Lídia, ela diz que o bullying contribuiu para diminuir sua autoestima e fazer com que tenha dificuldade em confiar nas pessoas e de se relacionar.

O bullying não pode ser encarado como uma brincadeira ou provocação natural entre crianças e adolescentes e merece atenção para ser prevenido e combatido. Conheça agora esse fenômeno social, suas causas, consequências e quais são as medidas necessárias para diminuir a incidência desse tipo de comportamento.


Tipos de bullying

Há várias formas de manifestar o bullying. A prática pode ocorrer da forma direta, quando a agressão é feita contra o seu alvo por meio de apelidos, exclusão do grupo, agressão moral ou física. O bullying pode ser também indireto, envolvendo furtos, fofocas e até mesmo, o cyberbullying, aquele que usa a internet, celular e outros meios do mundo digital para divulgar as ofensas - sites caluniando as vítimas, vídeos disseminados com situações embaraçosas e fofocas circulam pela rede numa velocidade impressionante. Segundo uma pesquisa recente feita pela Universidade de Valência, na Espanha, entre 25 % e 29 % dos adolescentes sofrem bullying via telefone celular ou internet.

Além disso, as provocações podem começar presencialmente e evoluir para o ambiente virtual, como conta a professora do Ensino Fundamental da Rede Municipal do Rio de Janeiro, Cristiane Mesquita. "Uma aluna nossa recebia ameaças e xingamentos, que eram divulgados na porta do banheiro da escola. Depois, isso se repetiu numa rede social na internet. A mãe, completamente assustada, foi à escola e nós a orientamos a procurar a justiça. A direção convocou o responsável pela agressora, que pediu desculpas à garota. Só então a mãe desistiu de denunciar", relembra.

Em geral, o modo de manifestar o bullying varia entre os meninos e as meninas. Entre eles, ocorrem mais agressões físicas e exclusões do grupo, na hora de jogar bola ou no recreio, por exemplo. Enquanto entre elas, a prática envolve fofocas, difamações e dominação, sem no entanto, excluí-las do grupo.

Fonte: Minha Vida


Bullying e segurança na internet são tema de campanhas educativas


Movimento Criança mais Segura na Internet, da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) disponibiliza série de vídeos que ensina sobre a segurança das crianças e adolescente no ambiente digital. 



Sete em cada dez jovens no mundo sofrem ciberbullying, aponta estudo


Cerca 70% dos jovens no mundo sofrem atos de ciberbullying e, desse total, um em cada cinco classifica a intimidação online diária como "extrema". O levantamento anual é feito pela Ditch The Label, organização não governamental antibullying no Reino Unido.

O estudo aponta ainda que cerca de quatro entre dez pessoas sofre bullying pela internet com grande frequência. As redes sociais mais usadas pelos perseguidores são o Facebook (mais da metade disse sofrer ciberbullying pelo site), YouTube, Twitter e Ask.fm. Além disso, os jovens têm duas vezes mais chances de sofrer perseguição pelo Facebook do que por outras redes sociais.

As vítimas foram perguntadas ainda sobre qual impacto o ciberbullying tinha em suas vidas. Em uma escala de um a dez, em que o valor máximo indica "impacto extremamente severo", a nota média dada por elas foi 7,5.

"Isso indica que as vítimas têm sua autoestima, vida social e otimismo em relação ao futuro afetados", declarou Liam Hackett, fundador da Ditch The Label. "É um impacto massivo na vida dos jovens e é devastador saber disso."

Hackett disse esperar que o relatório seja usado para alertar pais, escolas e governos sobre a prática e sobre a forma de denunciá-la. "Redes sociais têm o dever massivo de cuidar dos jovens. Eles já têm feito muito, porém mais investimentos são necessários para aumentar os recursos de moderação."

Para o estudo, foram entrevistadas 10 mil pessoas entre 13 e 22 anos. Cerca de 67% deles eram moradores do Reino Unido, 17% dos Estados Unidos, 12% Austrália e 4% de outros países.

Sete maneiras de proteger seu filho do bullying


Cada vez mais as pessoas dão um passo adiante para compartilhar suas próprias experiências, e isso gera mais apoio, tornando o bullying um assunto muito sério

O bullying (assédio moral) não é uma questão de pouca importância. A imagem do valentão da escola roubando dinheiro do lanche das crianças  tornou-se um cenário terrível, com consequências graves. A Clínica Mayo estima que quase metade das crianças em idade escolar são vítimas de bullying em algum momento. O bullying pode ser prejudicial para o funcionamento fisiológico e psicológico, e pode levar ao suicídio.

Existem três tipos de bullying, e alguns deixam evidências físicas como hematomas ou cortes. Outros são de natureza psicológica, como o bullying verbal e o cyberbullying. Para muitos pais uma pergunta persiste: como posso proteger meu filho dos agressores?

1. Identifique sinais de bullying

Saiba se o seu filho está sendo intimidado. A Clínica Mayo relata uma lista de sintomas do bullying, incluindo: medo de ir à escola, problemas de concentração, dores de estômago, dores de cabeça, baixa autoestima, depressão, ansiedade e pensamentos suicidas.

2. Conheça o ambiente da criança

As crianças interagem regularmente com adultos que não são seus pais. Muitos adultos percebem apenas o que constitui um dia normal na vida de seu filho. Forneça meios de contato para os professores, funcionários da escola, motoristas de ônibus e outros pais. Se o seu filho está sendo intimidado, ou está intimidando os outros, os adultos podem fazê-lo saber. Conheça os amigos do seu filho. O bullying muitas vezes toma a forma de interações sociais entre amigos.

3. Comunique-se

Comunique-se com seus filhos, pergunte a eles sobre o seu dia e ouça atentamente para verificar se houve momentos ruins, conforme sugere o site Stopbullying.gov. Além disso, converse com seus filhos sobre o bullying. Explique a eles o que é e como proteger a si mesmos e aos outros.

4. Fique atento ao cyberbullying

Indiscutivelmente, os estranhos podem, e assediam, as crianças onde mais se espera que estejam seguros: no conforto de suas próprias casas. O mesmo acontece com companheiros ou namorados abusivos. Instale software de monitoramento em todos os dispositivos eletrônicos. Isso permite que os pais estejam sempre observando com quem seu filho conversa. Em 2006, uma pesquisa nacional feita pela KidHealth.org constatou que um em cada três adolescentes, e um em cada seis pré-adolescentes, foram vítimas de cyberbullying (bullying pela internet).

Se o seu filho sofreu bullying, o site Kids.gov sugere que você faça o seguinte:

1. Não responda ao agressor, e suspenda todas as formas de contato.

2. Bloqueie o agressor. Quer se trate de um nome online, ou um número de telefone, impeça-o de continuar falando com seu filho.

3. Guarde provas. Existem leis e políticas contra o cyberbullying. Verifique o que se aplica ao seu país.

5. Incentive seus filhos a fazer o que gostam

Incentive passatempos, paixões, expressão artística, instituições de caridade e fundações. Isso pode ajudar as crianças a desenvolver confiança, independência e uma base sólida em sua própria mente, contribuindo para reduzir os impactos negativos do bullying.

6. Seja exemplo

As crianças observam e aprendem com os adultos, de modo que os pais ou outros adultos responsáveis ​​devem levar a sério a responsabilidade de ser um bom exemplo para as crianças que estão ao seu redor. Mesmo criminosos podem se beneficiar de um modelo sólido, forte e positivo.

7. Seja proativo

Existem cada vez mais e mais recursos e organizações anti bullying. Eles oferecem programas para ajudar a educar as crianças sobre o bullying na escola. Seja proativo e informe-se quanto a oficinas e atividades anti bullying na sala de aula. O Centro Nacional de Prevenção do Bullying (Pacer.org), fornece em seu site um conjunto de ferramentas de prevenção do bullying, entre muitos outros recursos.

Conforme mais pessoas dão um passo adiante para compartilhar suas próprias experiências, é gerado mais apoio e compreensão em relação ao tema, tornando o bullying um assunto muito sério. Se o seu filho é um agressor ou está sendo abusado por um, tome medidas proativas para ajudar a tornar as escolas e o ciberespaço lugares mais seguros para crianças, adolescentes e até adultos.

Fonte: Epoch Times


Crianças que sofrem bullying desenvolvem sintomas físicos, diz estudo


Pesquisa aponta que vítimas de abuso frequentemente relatam sentir dor de cabeça, de estômago, tontura e dificuldade para respirar, entre outras queixas

Crianças vítimas de intimidadores muitas vezes relutam em denunciar os abusos. Mas pais e professores atentos podem perceber sinais de possíveis agressões, como aponta uma nova pesquisa. Segundo o estudo italiano, alguns sintomas físicos frequentes e inexplicáveis ​​são comuns em quem sofre bullying. 

A pesquisa reúne dados de 30 estudos que analisaram cerca de 220 ​​mil crianças em idade escolar de 14 países. Quando examinados em conjunto, os estudos mostram que crianças maltratadas são duas vezes mais propensas a relatar que se sentem mal ou doente, mesmo quando não há explicação óbvia para seus sintomas, do que aquelas que não sofrem bullying.

Dores de cabeça, de estômago, nas costas, no pescoço ou dor no ombro, tontura, dificuldade para respirar, músculos tensos, náuseas, diarreia e incontinência urinária estão entre as queixas mais comuns.

"Os resultados deste estudo sugerem que qualquer sintoma físico recorrente e inexplicável pode ser um sinal de alerta no caso do bullying", disse o autor da pesquisa Gianluca Gini, professor assistente de psicologia do desenvolvimento na Universidade de Pádua, na Itália. O estudo foi publicado no periódico “Pediatrics”.

Perguntas certas

Mas afinal, quando uma dor de cabeça é apenas uma dor de cabeça e quando é um grito de socorro? Especialistas dizem que prestar atenção e fazer as perguntas certas normalmente ajuda os pais a descobrir a verdade.

"As crianças não falam facilmente sobre suas experiências de bullying", disse Gini, mas perguntar se elas se sentem seguras na escola, às vezes, é uma boa maneira de levá-las a se abrir, por exemplo. 


Prestar atenção nos momentos em que as queixas são feitas também pode ajudar a detectar possíveis abusos. "Muitas crianças se recusam a ir para a escola. Essas dores de cabeça e de estômago aparecem antes de tocar o sinal da entrada ou dentro do ônibus escolar e depois desaparecem como em um passe de mágica", disse Marlene Snyder, membro do corpo docente do Instituto da Família e da Vizinhança, na Universidade de Clemson, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Crianças vítimas de bullying também pode parecer tristes ou deprimidas ou simplesmente mudar seu comportamento, disse Marlene.

"Acho que a primeira coisa que pais e professores podem fazer é encontrar tempo para observar e conversar com as crianças para saber quando algo está diferente", disse Marlene, que não faz parte da equipe responsável pela pesquisa. "Faça perguntas para seu filho. Por exemplo: ‘como foi o seu dia?’ ou ‘com quem você comeu seu lanche hoje?’”, ensina.

Essa rotina de perguntas pode ser mais fácil de ser feita com crianças menores, mas adolescentes são mais arredios. Ela aconselha: "Os pais devem ficar de olho em como anda a relação do filho com os amigos. Eles não se telefonam mais? Estão com medo de checar suas mensagens de texto? Pais atentos podem perceber indícios de que algo está errado em muitas atividades do dia a dia”. 

Fonte: IG Delas

Efeitos do bullying na infância persistem até a vida adulta, revela estudo


Que o bullying em crianças representa um problema para escolas, pais e governos já é um fato conhecido. Um novo estudo, porém, mostra que o alcance pode ser ainda maior, afetando o psicológico das vítimas até a idade adulta. Dificuldade em manter um emprego fixo, desenvolver relacionamentos sociais e até ser atingido por graves doenças estariam entre os efeitos do bullying levados para a vida toda. A pesquisa recém-publicada no Psychological Science procura estimar os resultados dessa intimidação nas vidas dos jovens depois da escola.

O risco de problemas relacionados à saúde, renda e capacidade social são multiplicados pela exposição ao bullying, revela o estudo, que analisa diversos fatores além daqueles relacionados à educação - e estima seus efeitos no futuro das crianças. Uma equipe de psicólogos da Universidade de Warwick e do Centro de Saúde da Universidade Duke investigaram o impacto dessa pressão sobre as vítimas, os agressores e aqueles que se enquadram em ambas as categorias.

"Não podemos continuar tratando o bullying como algo inofensivo, quase inevitável, (como se fosse) parte do amadurecimento", afirma o cientista Dieter Wolke. "Precisamos mudar esse pensamento e reconhecer que esse é um problema sério tanto para o indivíduo quanto para todo o país; os efeitos são duradouros e significativos", disse Wolke.

As crianças que sofriam e praticavam bullying foram as que apresentaram maior risco de desenvolver problemas de saúde quando adultos: tinham seis vezes mais chances de serem diagnosticados com uma grave doença, de fumar com frequência ou desenvolver algum tipo de transtorno psiquiátrico do que aquelas pessoas que não passaram por esse tipo de intimidação.


Bullying: o que você precisa saber para proteger o seu filho


Crianças que sofrem com o problema têm duas vezes mais chances de ter distúrbios de saúde e emocionais quando adultas, diz pesquisa. Entenda mais sobre o assunto

Depois de passar três anos na mesma escola sem relatar qualquer problema, Vitor, 9 anos, decidiu contar para a mãe que alguns colegas de classe começaram a xingá-lo. A mãe Joana Alves não ficou parada. “Pedi que ele conversasse com a professora. Como não teve nenhum efeito, eu mesma procurei a professora e, depois, a diretora da escola. Ela fez um trabalho com a turma e descobriu que outras crianças passavam pelo mesmo problema”, relata.

No caso de Vitor, o problema se resolveu com uma conversa, mas nem sempre é fácil assim. A agressão continua ocorrendo por anos e anos.

Uma nova pesquisa publicada no jornal Psychological Science, de Washigton DC, nos EUA, mostrou que problemas de saúde, instabilidade nas relações sociais e maior propensão ao vício em substâncias químicas são alguns dos impactos na vida de adultos que sofreram bullying na infância. Por isso, preparamos pontos importantes que toda família precisa saber sobre o problema para evitar que ele aconteça com o filho. Confira abaixo:

Acontece de várias formas
No livro Mentes perigosas nas escolas – Bullying (Ed.Objetiva), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva divide o bullying em cinco categorias: verbal (insulto, ofensa, xingamento, gozações, apelidos pejorativos), físico e material (bater, chutar, espancar, empurrar, ferir, beliscar, roubar, destruir pertences das vítimas ou atirar objetos nas vítimas), psicológico e moral (irritar, humilhar, ridicularizar, ignorar, isolar, discriminar, ameaçar, difamar ou aterrorizar), sexual (abusar, violentar, assediar ou insinuar) e virtual (calúnia, agressão verbal, difamação e gozação na internet).

Não tem idade para ocorrer
Crianças com idade pré-escolar já podem ser vítimas de piadinhas ou algum tipo de comentário maldoso. Porém, o bullying geralmente é mais forte com crianças na faixa dos 12 anos de idade, fase em que o corpo está mudando por causa da puberdade. Além disso, é nessa época que começam as “panelinhas” dentro da sala de aula. Meninos e meninas com um grande grupo de amigos podem se sentir mais poderosos e fortes do que aqueles que não se ‘encaixam’ na turma.

Os pais precisam ficar atentos aos sinais
Além de observar o comportamento da criança em casa, a melhor forma de evitar que qualquer problema mais grave ocorra ou continue acontecendo com o seu filho é ter um diálogo aberto com ele - todos os dias!  É mais fácil perceber os sinais físicos, como hematomas, feridas, dores ou marcas pelo corpo, mas os pais precisam observar com atenção o comportamento psíquico da criança, como explica o psicólogo Lucas Rezende, professor do Instituto de Neurolinguística Aplicada (INAp), do Rio de Janeiro: “Isolamento, exclusão social, constante irritabilidade, agitação e agressividade atípica, medo ou pânico de ir para a escola e até enurese (fazer xixi na cama) são sinais de alerta quando recorrentes”.

Geralmente toma forma nas escolas...
Um levantamento de 2002 realizado pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multidisciplinar de Proteção à Infância e à Adolescência) analisou mais de 6 mil alunos, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro. Entre as conclusões, foi possível identificar os locais onde esses atos agressivos ocorrem. A sala de aula ficou em primeiro lugar, seguida pelo pátio do recreio e pelas imediações da escola, durante a chegada e a saída dos alunos.

... mas pode começar dentro de casa
Você deseja que seu filho tire uma nota boa, espera que ele seja bonzinho ou desinibido. Quando ele tem um comportamento que não condiz com suas expectativas, pode vir a frustração e, como resultado, algum tipo de cobrança excessiva. “O entendimento atual sobre o bullying considera que a agressão tem de ser intencional. Mas, na prática, não faz diferença, o efeito continua sendo prejudicial para a criança”, explica Rezende. O problema é que muitas vezes os pais nem percebem que estão expondo a criança. Comentários como “se você comer isso vai ficar gordo!” parecem inofensivos para você, mas seu filho pode se sentir mal.

Envolve uma relação de poder
Como escreve o psicólogo Gustavo Teixeira, especialista em transtornos sociais que afetam as crianças, em seu livro Manual Antibullying: para alunos, pais e professores (Ed.Best Seller), o bullying pressupõe uma relação de poder em que um ou mais alunos tentam subjulgar e dominar outros. O alvo pode ser exposto a vários tipos de agressão, porém, não é capaz de se defender. Pode estar relacionado, por exemplo, ao tipo físico (uma criança mais forte, mais alta ou mais magra do que a outra), à idade (os mais velhos), à raça ou à condição financeira.

Nem tudo é bullying
Seu filho chegou em casa com um arranhão no braço ou um beliscão? Calma! Pode ter sido apenas uma disputa por brinquedo ou, até mesmo, uma brincadeira mais fervorosa. Antes de morrer de preocupação, o melhor é você perguntar ao seu filho o que aconteceu. Respondida à pergunta, fique de olho se o episódio foi um ato isolado ou se ele é recorrente e repetitivo.

Muitas escolas ainda não estão preparadas para lidar com a situação
Isso acontece porque, algumas vezes, a escola não dá ao bullying a dimensão que ele de fato tem, como conta a psicopedagoga Teresa Messeder Andion, da Associação Brasileira de Psicopedagogia: “Há educadores que percebem o problema, mas o tratam como se fosse uma briga de colegas, uma questão de mau comportamento”. O ideal é que todo o plano pedagógico tenha uma realização de campanhas, projetos antibullying. “Ou até mesmo uma atividade em grupo que estimule a união da turma. Peças de teatro, projetos interdisciplinares ou algum trabalho que tenha o próprio bullying como tema pode ser uma ótima ideia”, sugere a especialista.

E se acontecer com o seu filho...
... converse com a escola e com os educadores da criança. Esta é sempre a melhor opção. Também é papel dos pais cobrar das instituições para que haja mais trabalhos de conscientização dos alunos e um acompanhamento mais próximo em sala de aula. A criança precisa se sentir segura dentro do ambiente escolar, até para conseguir expressar seus anseios, medos e necessidades. “Se os pais já identificaram o problema, cobraram uma solução da escola e não houve sucesso, o estabelecimento pode ser denunciado para o Ministério Público por omissão de atitude. Até porque pode ter mais crianças passando pelo mesmo problema em silêncio”, explica Teresa.

Por Andressa Basilio 


Combater o bullying exige atenção na escola – e em casa


“Para com essa brincadeira, pois não vai acabar bem”. O bullying nem sempre começa como algo ofensivo. Muitas vezes é visto como um comportamento normal, um momento ou uma fase qualquer da vida. Algo passageiro, que fortalece e prepara as crianças e jovens para enfrentar o mundo.
Conscientemente ou não, alguns pais participam ou são protagonistas destas atitudes impróprias. 
“A prática começa desde cedo e, muitas vezes, em casa, na família. Muitos pais praticam bullying com seus filhos e nem percebem”, expõe a pedagoga Fabiana Falcone, coordenadora pedagógica do Fadelito, rede de escolas infantis na cidade de São Paulo. Muitas crianças presenciam afrontamentos dentro de casa. Pais que discutem em sua frente, brigam, xingam ou até mesmo agridem algum membro; por vezes, a própria criança. “E se ela vive em um ambiente de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) para agressora (na escola)”, afirma a pedagoga.
O bullying se torna um subterfúgio 
As atitudes agressivas ou abusivas são provocadas, muitas vezes, como forma da criança descarregar as frustrações provindas da desestruturada relação familiar.  “Existem diferentes tipos de bullying: os principais são o verbal, que é manifestado através de apelidos, xingamentos, insultos; o físico, quando há empurrões, socos, chutes, beliscões, tapas; o moral, quando ocorrem difamações, calúnias ou disseminação de rumores; o psicológico, que é a exclusão, isolamento, perseguição, intimidação, chantagem, manipulação, ameaças e discriminação” explica Fabiana Falcone.
A diferença é o ponto de partida 
Esse comportamento abusivo é realizado principalmente com jovens que fogem de certos padrões criados por eles, em sua maioria, estéticos. “Físicas ou verbais, essas agressões costumam ter como vítimas aquela criança mais quietinha, aquela acima do peso, aquele que usa óculos. É evidenciado também o preconceito sexual e social, com ofensas àqueles meninos que gostam de brincar apenas com as meninas (e vice-versa), e àqueles que não têm condições de comprar brinquedos e roupas caras ou que são filhos de funcionários do colégio”, explica Maria Edna Scorcia, diretora pedagoga do Colégio Joana D’Arc. A residência é o primeiro ambiente de ensino. Em casa, os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores éticos e morais. Procurar abordar a questão do respeito para com o próximo e a acolher a diversidade – quanto à cor, a orientação sexual, posicionamento social, entre diversos outros motivos. 
“Com esses conceitos bem cristalizados, a criança (quando tiver idade suficiente) não só terá respeito como vai identificar e tentar coibir ela mesma atitudes em que ela identifique a presença de discriminação” afirma Maria Edna.
Identificar uma vitima de bullying nem sempre é fácil. Muitas vezes, os pais e professores focam sua atenção em pregar o combate a tal prática, e se esquecem de direcionar total atenção ao comportamento dos alunos. A vítima de bullying sofre mudanças perceptíveis. “Pode tornar-se retraída, ou agressiva e descontrolada. É importante que os adultos que convivem com a criança estejam bem atentos a qualquer mudança no comportamento para conversar com ela e detectar o que aconteceu” aconselha Fabiana Falcone.
Cumplicidade 
Os pais e a escola devem trabalhar conjuntamente. De acordo com Maria Edna Scorcia, do Colégio Joana D´Arc, os professores devem reforçar os valores éticos e morais aprendidos em casa; habituá-la ao diferente. 
“É assim que se formam cidadãos preparados para viver em sociedade”, conclui ela.

Fonte: Saúde Lazer


20% das crianças sofrem bullying na internet


Uma pesquisa feita pelo Reino Unido mostrou que uma em cada cinco crianças é vítima de cyberbullying

Uma pesquisa feita pela Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade Infantil (NSPCC), no Reino Unido, mostrou que uma em cada cinco crianças diz ter sido vítima de cyberbullying em redes sociais no ano passado. Segundo o jornal The Guardian, as mensagens de bullying trariam ameaças e violência.
Entre as crianças de 11 e 16 anos, 10% disseram sofrer perseguição online todos os dias. Os números se mostraram especialmente alarmantes após o suicídio de uma garota de 14 anos na última semana. Hannah Smith teria sido insultada e recebido instruções de como se matar no site de perguntas e respostas Ask.fm.

A pesquisa, que será completamente divulgada nos próximos meses, mostrou que chantagens, racismo, homofobia e estupro estão entre os principais temas do bullying.

Mais de mil crianças foram ouvidas para o estudo. Para os pesquisadores, o uso de redes sociais como Facebook e Twitter deveria ser mais controlado para crianças até 13 anos.

Fonte: Exame.com


Cyberbullying é mais frequente que prática ao vivo, informa pesquisadora


Estudantes do sexto e do sétimo ano são as principais vítimas de bullying, diz pesquisa.

A pesquisadora Cleo Fante afirmou que o cyberbullying, bullying feito pela internet, é mais frequente que a prática ao vivo. Pesquisa coordenada por ela em 2009, com apoio da organização não governamental Plan Internacional, nas cinco regiões brasileiras, mostra que 17% dos alunos estavam envolvidos em bullying dentro do ambiente escolar e 31% em cyberbullying. Na época, foram ouvidos 5.168 estudantes de escolas públicas e privadas. Cleo, que estuda o tema desde 2000, participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) sobre a proposta que institui o programa de combate ao bullying (PL 5369/09), e demonstrou apoio ao projeto.

Ela informou ainda que estudantes de sexto e sétimo ano do ensino fundamental são as principais vítimas de bullying. Segundo ela, escolas públicas e privadas sofrem do problema, sem distinção.

A pesquisadora cita elementos para identificar o fenômeno, de modo que ele não seja confundido com brincadeira: intencionalidade das ações; repetição das ações contra o mesmo alvo; gratuidade, ausência de motivos evidentes; assimetria de forças entre as partes; prejuízos decorrentes às vítimas. “O maior problema do bullying é a repetição”, afirmou. “É fenômeno de violência, que precisa de toda a sociedade para ser combatido”, complementou.

Poder
Além disso, Cleo ressaltou que os próprios autores do bullying podem sofrer prejuízos. “Com o tempo, eles podem sofrer represálias, especialmente mais tarde, no ensino médio”, disse. Na visão da pesquisadora, os autores praticam o bullying porque querem status de poder, pertencimento a um grupo e popularidade. “A escola pode oferecer isso aos alunos, por meio de atividades que lhe forneçam postura de liderança, de forma construtiva”, explicou. De acordo com a pesquisadora, além da família, o ambiente escolar, que deveria ser de paz e aprendizado, também sofre com o bullying.

Fonte: ClicNews


CCJ da Câmara aprova projeto que obriga escola a prevenir o bullying


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (25), em caráter conclusivo, a obrigatoriedade de as escolas e os clubes de recreação adotarem medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying – ou intimidação sistemática.

O termo é definido na proposta como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo de indivíduos contra uma ou mais pessoas. O objetivo de quem pratica o bullying é intimidar e agredir, causando dor e angústia à vítima.

Formas de intimidação
A medida lista as seguintes formas de intimidação:

• ataques físicos;
• insultos pessoais;
• comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
• ameaças;
• grafites depreciativos;
• expressões preconceituosas;
• isolamento social da vítima;
• piadas;
• o uso de sites da internet para incitar a violência, adulterar fotos, fatos e dados pessoais (o chamado cyberbullying).

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Esperidião Amin (PP-SC), aos projetos de lei 5369/09, do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS); 6481/09, do ex-deputado Maurício Rands; e 6725/10, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE).

A matéria agora seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise pelo Plenário. As propostas já haviam sido aprovadas anteriormente pela Comissão de Segurança Pública  e Combate ao Crime Organizado; e pela então Comissão de Educação e Cultura; também na forma de textos substitutivos.

Programa
Ao instituir um programa de combate ao bullying, a proposta lista metas como a prevenção do bullying e a capacitação de professores para atuar na solução do problema. Também são objetivos da iniciativa a realização de campanhas de conscientização e a assistência psicológica às vítimas. Busca-se ainda conscientizar os agressores, em vez de puni-los, a fim de que mudem de comportamento.

Ainda conforme o texto, Governo Federal, Estados e municípios poderão firmar convênios e parcerias para a implementação do programa.


Editora Saraiva lança o livro "Bullying e Prevenção da Violência nas Escolas - Quebrando mitos, construindo verdades"


O bullying é uma questão social preocupante, mas alguns mitos foram criados em torno do assunto. Falsas noções sobre o fenômeno são difundidas pelos meios de comunicação e até mesmo por meio de materiais informativos. O bullying não pode ser confundido com mera brincadeira; xingamentos e maus-tratos, ofensas ou conflitos pontuais podem oprimir mais do que se imagina, daí a relevância de se compreender o tema a fundo.

Bullying e Prevenção da Violência nas Escolas – Quebrando mitos, construindo verdades, publicado pela Editora Saraiva, tem o propósito de romper as falácias em torno do problema, revelando o bullying como um evento perverso. Seus reflexos atingem não apenas as vítimas, mas toda a comunidade escolar.

Fundamentado em pesquisas e dados nacionais e internacionais, o livro, elaborado por Luiz Flávio Gomes e Natália Macedo Sanzovo, demonstra a nocividade do bullying e traz à tona a prevenção como caminho válido e definitivo para o enfrentamento de tal adversidade.

Destinado a pais, alunos e profissionais da área educacional, sobretudo aqueles ligados ao Ensino Fundamental e Médio, além de estudantes e profissionais do Direito, da Pedagogia e da Psicologia, o texto trata-se de importante fonte de referência, útil no combate à violência no ambiente escolar.

Essa obra faz parte da Coleção Saberes Monográficos, que reúne estudos significativos e abrangentes com o objetivo de trazer informações e aprofundar o conhecimento acerca de temas jurídicos relevantes.

Sobre os autores:
Luiz Flávio Gomes é jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Coeditor do www.atualidadesdodireito.com.br. Doutor em Direito Penal pela Universidad Complutense de Madrid (UCM). Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001).

Natália Macedo Sanzovo é pós-graduanda em Ciências Penais, pesquisadora do Instituto Avante Brasil e advogada.

BULLYING E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS – Quebrando mitos, construindo verdades
Coleção Saberes Monográficos
Coordenadores: Alice Bianchini, Ivan Luís Marques, Luiz Flávio Gomes
Autores: Luiz Flávio Gomes e Natália Macedo Sanzovo
Editora Saraiva, 2013, 1.ª edição, brochura, 240 páginas, R$ 79,00
ISBN: 978-85-02-19361-1

EDITORA SARAIVA
Televendas:  (11) 4003-3390 - Vendas pela Internet: http://www.saraiva.com.br
Assessoria de Comunicação: (11) 3613.3357
Camila B. Ingles – cbingles@editorasaraiv.com.br

Fonte: Maxpress


Facebook é uma ferramenta de cyberbullying, diz educador


O bullying, comportamento agressivo e hostil a colegas de escola, ganha nova proporção com o fenômeno chamado de cyberbullying. Com a facilidade de acesso e a ideia de impunidade que a internet oferece, agressões verbais e difamações se tornaram comuns, defende o educador Gustavo Teixeira em "Manual dos Transtornos Escolares".

"Redes do tipo Facebook, por exemplo, têm servido de ferramentas para tais atos, onde novas comunidades são criadas com o objetivo de agredir, difamar, ofender e humilhar suas vítimas", conta.

Bullying, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, transtorno bipolar de humor, deficiência intelectual, autismo infantil são alguns dos problemas abordados no livro "Manual dos Transtornos Escolares". A edição interessa a pais, professores e profissionais ligados à educação.

Abaixo, Teixeira relata um caso de cyberbullying.

Caso clínico

Daniela é uma estudante de 15 anos de idade que cursa o primeiro ano do ensino médio em um tradicional colégio da zona sul do Rio de Janeiro. Os pais e a adolescente chegaram ao meu consultório muito abalados emocionalmente, e havia três semanas que a estudante não ia ao colégio.

Segundo o relato dos pais, Daniela sempre foi uma menina muito tímida e com poucos amigos. Eles acreditavam que a dificuldade de socializar e de se defender das agressões permitiram que um grupo de meninas passasse a excluir e agredir diariamente a estudante.

Duas semanas antes da consulta, uma das meninas agressoras tinha publicado no site de relacionamento Facebook uma série de ofensas contra a estudante que, desde então, se recusou a retornar ao colégio.

*
Gustavo Teixeira é graduado pela South High School, mestre em educação pela Framingham State University e membro da American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. Ele também assina "Desatentos e Hiperativos" e "Manual Antibullying".
*

"Manual dos Transtornos Escolares"
Autor: Gustavo Teixeira
Editora: Best Seller
Páginas: 240
Quanto: R$ 17,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.



Bullying não deve ser tipificado como crime, defendem organizações dos direitos da criança


A proposta do novo Código Penal de tipificar como crime a prática de bullying recebeu críticas de organizações da área da criança e do adolescente. “Isso é criminalizar a adolescência”, disse a assessora de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, Katerina Volcov. As organizações defendem que a proposta seja retirada do texto do novo Código Penal. “A gente acredita que o bullying tem que ser tratado de forma pedagógica, dentro do espaço escolar, completou Volcov.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21% dos casos de bullying ocorrem nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Classificado como "intimidação vexatória" pela proposta do novo Código Penal, o bullying - ato de agredir fisicamente ou verbalmente algum menor de idade, de forma intencional e continuada - poderá ser considerado infração se for praticado por adolescentes.

O autor da prática, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, receberá medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação e poderá resultar em até quatro anos de prisão quando o autor for maior de idade.

Além da proposta do novo Código Penal, as organizações analisaram 375 projetos em tramitação na Câmara e no Senado que tratam de temas envolvendo o público infantojuvenil. Entre os temas considerados prioritários estão a restrição de propaganda para crianças, o debate sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de drogas  a redução da maioridade penal.

A adolescente Isabella Coelho Araújo, integrante do projeto Onda: Adolescentes em Movimento pelos Direitos disse ser contra a redução e defendeu a melhoria nas medidas socioeducativas. “O caminho é a gente investir em medidas para recuperar esses jovens.”

As organizações não governamentais defendem ainda a aprovação do Plano Nacional de Educação. Atualmente o projeto encontra-se no Senado. Após a aprovação na Casa, será encaminhado novamente à Câmara. A expectativa é que seja aprovado ainda em 2013. O plano, encaminhado ao Congresso em dezembro de 2010, contém as metas para os próximos dez anos na educação.

“O objetivo é construir uma agenda de prioridades para os temas relacionados a crianças e adolescentes que estão no Congresso, disse a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Cléo Manhas. As organizações consideram necessário mobilizar a sociedade e o Parlamento para questões considerados sensíveis. “Queremos realizar audiências públicas para debater este e outros temas, vamos fazer também uma carta pública e um abaixo-assinado virtual para pedir a retirada do bulliyng do Código Penal. Estamos sendo proativos,” acrescentou Manhas.


30 dicas para ajudar seu filho a lidar com o Bullying


Saiba o que fazer para ajudar o seu filho a superar situações de Bullying na escola

Fala-se muito hoje em bullying. A palavra, originária da língua inglesa, é empregada boa parte das vezes de modo errado, espécie de caldeirão onde se joga tudo de ruim que pode acontecer em sala de aula. Há crianças que sofrem, no dia a dia escolar, situações que lhes causam mal, mas que não podem ser chamadas de bullying. Há quem veja apenas como ‘brincadeira’ o que é percebido, no outro, como agressão e razão de infortúnio. Há crianças, vítimas de bullying, que também são entendidas como as responsáveis por esse tipo de situação - nem sempre o agressor é quem dá início a esse tipo de violência, algo que os pais não conseguem admitir, particularmente, os da criança ‘agredida’. Nove fora, a falta de informação sobre o tema é enorme, tornando o bullying uma violência que atinge a todos, os pais incluídos. 

"O bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança", esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. "É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido." Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos". 

Começa, então, a funcionar uma divisão social dentro de uma grande escola típica do universo paulistano, por exemplo. O bullying? Ele acontece, quando um desses grupos implica com um determinado aluno, a ‘crítica’ se propaga ferozmente pelas redes sociais e o caos se instala. Em especial, em casa. Porque os pais pouco ou nada conseguem fazer para ajudar os filhos, sejam eles os agredidos ou agressores, a sobreviverem ao contato com o bullying - na opinião de Eric Debarbieux, diretor do Observatório Internacional das Violências nas Escolas, "uma das violências mais graves que o ser humano pode sofrer." 

Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta. 

Ou ainda: a situação é grave, mas há solução à vista. Faz parte dela a adoção de atitudes no ambiente escolar, caso do respeito e da generosidade, entre outras. "São palavras aparentemente vagas, mas bastante sérias... a criança hoje fica brava por muito pouco!", aponta Nivea. E isso não pode continuar assim, certo? "É desde pequeno que se aprende ser possível vencer, ao lado do outro, os obstáculos que a vida impõe", lembra Gisela Sartori Franco, psicóloga e especialista em Convivência Cooperativa. "A gentileza, o consenso e o diálogo, infelizmente, não são hoje ‘treinados’ em sala de aula, daí a necessidade dos pais estarem atentos à rotina escolar e exigirem, nas reuniões com professores, mudanças no currículo escolar." 

Eis uma sugestão de como os pais devem se comportar para ajudar seus filhos a sobreviverem - com saúde! - ao contato com o bullying. Com a ajuda das especialistas Nivea Maria de Carvalho Fabrício, Birgit Möbus e Gisela Sartori Franco, destacamos outras de igual importância a seguir.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. O envolvimento dos pais no dia a dia escolar

Os pais precisam, mais do que nunca, entender a necessidade da educação e, como consequência, jamais se afastar da rotina dos filhos em sala de aula

2. Ajuda para a família

Pais precisam ser ajudados a serem pais, porque a sociedade anda permissiva demais e eles se sentem perdidos ante essa realidade

3. Não tirar o filho imediatamente da escola onde sofreu bullying

Primeiro, é importante trabalhar com os professores e a direção dessa escola de modo a resolver o problema, porque será muito importante para ele vencer o bullying no ambiente onde foi vítima

4. A atenção ao tempo

Se não der certo - e é preciso atenção para a evolução do problema, não deixar passar o tempo em demasia... -, recomenda-se a transferência, se possível, para uma escola preparada para dar suporte a essa criança

5. Observar de onde parte o bullying

Vale a pena insistir aqui no ponto nevrálgico: nem sempre o agressor é quem deu início ao bullying, mas sim quem se faz de vítima. Ou ainda: tudo pode se resumir a uma forma (desesperada) de chamar a atenção de quem se sente excluído, marginalizado, pelos colegas de classe

6. O tema e a sala de aula

Por ser um assunto de sala de aula, o bullying precisa ser tratado com ela por inteiro. Em outras palavras: os pais não devem se preocupar em proteger apenas o próprio filho, seja ele o agredido ou o agressor ou apenas testemunha desse tipo de violência

7. O tema e a reunião de pais

Na reunião de pais e professores, esse assunto deve ser tratado de modo a que todos participem - e não isoladamente, atingindo apenas os envolvidos com o caso de bullying

8. A cobrança dos pais

Pais devem exigir imediatamente da escola uma estratégia de trabalho que envolva o agressor, o agredido e o grupo por inteiro

9. A manutenção do diálogo

Em casa, pai e mãe precisam conversar diariamente com o filho sobre as aulas, mesmo que ele tenha uma reação negativa, do tipo "ah! que conversa chata!" etc. Claro, existe a medida adequada e ela varia de criança para criança. Mas o importante, neste caso, é criar o hábito da conversa entre pais e filhos

10. Incluindo a conversa no dia a dia da família

Essa conversa pode se tornar um ritual a ser integrado na refeição do domingo, por exemplo. Um momento de aproveitar a reunião familiar para que cada um fale de si mesmo.

11. Falta de tempo não é pretexto

Não dá para usar o pretexto de trabalhar muito e permanecer fora de casa grande parte do dia para justificar a falta de tempo para ajudar o filho em um momento tão difícil da vida

12. Colocar-se no lugar do outro

Às vezes, basta dizer para o seu filho, "você gostaria que alguém falasse dessa forma com você? Pois, eu não gosto, fico triste..." É importante se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a brincadeira feita não tem a menor graça... Brincadeira só vale quando todos se divertem - e nunca quando acontece à custa de outro. Isso é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com seus filhos desde a infância

13. Troca de informações

Sem essa troca de informações entre pais e filhos, uma situação de bullying pode já estar ameaçando o cotidiano escolar - e nenhum adulto se deu conta dos sintomas dessa violência no comportamento da criança e/ou do jovem. Que se mostra mais irritadiço e angustiado, inventando desculpas para não ir à escola etc

14. Busca por ajuda

É na conversa com o filho que os pais vão perceber o porquê da agressividade e da insatisfação, orientando a buscar outras formas de se expressar. Se os pais não souberem fazê-lo, não há razão de constrangimento - ao contrário, devem pedir ajuda a quem foi treinado para isso, na escola

15. Pressões psicológicas

Se os pais perceberem que o filho está de fato sofrendo algum tipo de pressão psicológica no ambiente escolar, precisam informar professores e direção da escola para que a questão seja tratada de modo cuidadoso o quanto antes!

16. A hora de intervir

Muitas vezes a escola não sabe que está ocorrendo uma situação de bullying até porque ela acontece fora da sala de aula e, portanto, longe do olhar do professor. Mesmo sem provas, é importante intervir. Atenção: a escola é a autoridade na relação entre alunos - e não os pais!

17. O exercício da autoridade

O bullying é muito sensível à intervenção das autoridades, ou seja, dos professores, supervisores e até mesmo diretores. Em especial, quando desperta o envolvimento da comunidade escolar como um todo no combate a essa violência

18. O equilíbrio da autoestima

O bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio. Há, portanto, de se cuidar dos dois lados envolvidos - existe um problema de autoestima a ser trabalhado, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido

19. A parceria da escola e das famílias

Cada escola tem a sua maneira de agir, mas o que se espera é que ela seja parceira dos pais do aluno que é vítima de bullying - e também daquele que é entendido como agressor. O ideal: aproximar as duas famílias de modo a envolvê-las na solução do problema. Porque todas elas são perdedoras em uma situação de bullying

20. Postura assertiva

Pais e professores precisam se unir para ensinar às crianças e aos jovens a serem assertivos - ou seja, saberem se expressar de modo positivo quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados

21. Respeito às diferenças

O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar. Os pais devem exigir que os professores de seus filhos trabalhem nessa direção em sala de aula de modo a que uma situação de bullying não volte a acontecer entre os alunos. Que não precisam ser amigos, mas sim precisam se respeitar um ao outro

22. Dinâmicas de grupo

É recomendado que se faça uma dinâmica de grupo com os alunos da classe onde ocorreu um caso de bullying, conversar individualmente sobre o problema, verificar em que estágio a campanha de Bullying se encontra disseminada na rede social e, se necessário, coibir o uso da rede por um tempo determinado

23. Uso da internet

Com ou sem bullying, os pais precisam ter controle sobre o uso da internet por seus filhos, eles não podem ter liberdade total no exercício dessa atividade - os pais devem ter acesso às redes sociais do filho como espectadores, jamais devem participar!

24. Inspiração de confiança

Pais não são amigos dos filhos, mas sim pais. E, nesse papel, precisam orientar. Não podem confundir o papel, até porque a criança precisa ter no pai e na mãe uma figura de autoridade, pessoas que inspiram confiança e representam um porto firme para ela

25. A vitimização dos filhos

Pais não devem vitimizar seus filhos, muito menos tratá-los como se fossem reis ou rainhas. Quem pensa só em defender, se esquece que ninguém é santo, muito menos o próprio filho

26. Despertamento da coragem

Tentar despertar coragem no filho com a frase "não leve desaforo para casa!", impondo respeito na base da agressão, é o pior que se pode fazer a uma criança indefesa. Não é com esse troco que se constrói um ambiente de solidariedade entre os colegas

27. Conversa aberta

Quando os pais percebem que seus filhos são autores de bullying ou mesmo testemunhas desse problema no ambiente escolar, devem conversar abertamente com eles a respeito e, ao mesmo tempo, pedir ajudar à escola. Porque quem é autor ou testemunha desse tipo de violência também está sofrendo e precisa ser cuidado!

28. Os pais e o sucesso dos filhos

Os pais se consideram responsáveis pelas vidas dos seus filhos, quando são, na verdade, responsáveis até a página 50 - daí pra frente ou mesmo antes disso, os filhos vão fazer o que lhes dão na veneta... O sucesso não depende mais dos pais, mas sim deles próprios

29. Culpa dos pais?

Cabe aos pais darem o maior número de instrumentos necessários para os filhos terem sucesso. Entretanto, como eles vão usá-los, bem, isso já não é mais responsabilidade paterna. E o problema está aí: os pais se sentem culpados de verem os filhos fazerem tudo errado e, com a pressão da culpa, não conseguem mais ajudar

30. Além da escola

Atenção: o bullying pode acontecer não apenas no ambiente escolar, mas também no bairro. É quando o seu filho pode não ser aceito pela turma por se recusar a beber ou fumar. Seja qual for a situação lembrem-se: uma das estratégias fundamentais na luta contra essa forma de violência é a aliança entre pais e escola. Sempre


"Cyberbullying" pode virar crime previsto no Código Penal

Segundo a proposta, qualquer ofensa relacionada à orientação sexual, etnia, religião, deficiência e a pessoas idosas poderá levar à detenção de três meses a um ano, além de multa

O senador Clésio Andrade (PMDB–MG) apresentou, nesta semana, projeto de lei que criminaliza o bullying virtual. O PLS 21/2013 tipifica as agressões passíveis de penas, que vão até três anos de detenção, para esse tipo de ação que causa sofrimento psicológico e constrangimento mesmo que transitório.

De acordo com o projeto, bullying virtual é considerado a ação de “violência emocional por meio da propagação de mensagem humilhante ou constrangedora via correio eletrônico, sítio da internet, redes sociais ou dispositivos da telefonia móvel”.

Segundo a proposta, qualquer ofensa relacionada à orientação sexual, etnia, religião, deficiência e a pessoas idosas poderá levar à detenção de três meses a um ano, além de multa. Discriminação por características pessoais como distúrbios motores ou de dicção também poderão deixar o agressor até três anos na cadeia.

Além disto, se for comprovada incidência de transtorno mental permanente, autoagressão ou agressão a terceiros por parte vítima, desencadeados pelo bullying, o autor poderá ser penalizado com detenção de seis meses a um ano, além de multa. Nesse caso, também se aplicaria pena específica relacionada à violência.

Se o autor do bullying virtual for criança ou adolescente, deverão ser aplicadas medidas correcionais e socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- Lei 8.069 de 1990).

Clésio Andrade chama atenção para as particularidades e consequências do bullying virtual, que requer medidas detalhadas, segundo afirma.

- O espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente mais acuada. Também, nesse tipo de agressão, o anonimato tende a aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças, e os efeitos tendem a ser extremamente graves.  Muitas vezes, o bullying afeta tão violentamente o estado psicológico da vítima que resulta em transtornos irreversíveis, algumas vezes causadores até mesmo de suicídio.

Reforma do Código Penal

A proposta de Clésio Andrade foi encaminhada para análise da Comissão Temporária de Reforma do Código Penal. Esse colegiado foi instituído para examinar o projeto (PLS 236/2012) que resultou do trabalho de uma comissão de juristas designada para apresentar sugestões para atualizar o texto legal. Também estão sendo encaminhados para essa comissão projetos de senadores relacionados ao assunto e emendas ao próprio texto do projeto principal.

No PLS 236/2012, os juristas incluíram a criminalização do bullying, tipificado como “intimidação vexatória”. A prática pelo texto pode resultar em prisão de um a quatro anos.

Instalada em agosto do ano passado, a Comissão de Reforma do Código Penal é presidida pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e tem como relator o senador Pedro Taques (PDT-MT).


Facebook lança página para prevenção do bullying na Internet


Conteúdo oferece dicas, ferramentas e programas para que as pessoas se defendam contra os agressores

O Facebook lançou uma página destinada à prevenção do bullying na rede. Ela oferece dicas, ferramentas e programas para que as pessoas se defendam contra os agressores.

O link pode ser encontrado dentro da Central de Ajuda, onde é possível navegar por vídeos, tutoriais e informações em português, inclusive dicas de como denunciar casos de violência online. Também é possível saber como denunciar casos de bullying e verificar o status das denúncias enviadas.

Dentro do conteúdo, logo na página inicial, há um link para um “juramento” contra o bullying, para que as pessoas se comprometam a colocar um fim na prática. Ao clicar, o usuário é redirecionado para uma página do FB chamada “Stop Bullying: Speak Up”, que deve ser “curtida” para que o usuário faça parte do grupo.

Há também, logo na primeira página, um vídeo em inglês (com legendas em português) sobre um goleiro do time de futebol de sua escola que foi vítima de bullying por perder alguns jogos e não quis mais comparecer ao colégio. Com a ajuda de seus amigos, que colocaram uma foto sua fazendo uma ótima defesa como imagem de seus perfis, o garoto, Daniel Cui, se sentiu mais confiante para voltar aos estudos.





Fonte: IDGNOW!

Escolas também são responsáveis por bullying

Uma escola do Rio de Janeiro foi condenada judicialmente a pagar R$ 35 mil, no ano passado, por danos morais à família de uma ex-aluna vítima de bullying, por agressões que ocorreram em 2003. O episódio não é um caso isolado no Brasil. Já existe uma jurisprudência crescente no sentido de responsabilizar tanto a instituição de ensino quanto a família do agressor, menor de idade, por não ter tomado medidas suficientes para evitar ou lidar com o problema. Diante desse cenário, as escolas não têm mais como ignorar o bullying. Para prevenir as agressões e construir uma cultura de paz, na opinião dos especialistas, não basta apenas instituir regras ou punições, é preciso compreender melhor esse fenômeno social, suas causas e a importância do processo educacional no aprendizado da convivência.

Antes de mais nada, é necessário saber identificar o bullying. Segundo a pedagoga Telma Vinha, doutora em Educação e professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisadora na área de Relações Interpessoais e Desenvolvimento Moral, o termo é utilizado para designar atos agressivos entre os estudantes, e sua prática apresenta mais de uma característica típica. Os aspectos principais relacionados ao bullying são quatro: há intenção do(s) autor(es) em ferir; são atos repetidos contra um ou mais alvos constantes; há uma espécie de concordância do alvo sobre o que pensam dele (por isso há crianças obesas que são alvos e outras não) e há um público que prestigia as agressões – os ataques são escondidos dos adultos mas nunca dos pares. “Vale a pena destacar que esses espectadores alimentam o problema, dando poder, prestígio [ao autor], por compactuarem com o que ocorre. Muitas vezes, este público participa com risos e olhares, mantendo a imagem de que isto é divertido e que pertence ao grupo dos mais poderosos ou, pelo menos, não faz parte do grupo dos mais ‘fracos’. Há também o medo de se tornar a ‘próxima vítima’. É preciso ficar do ‘lado do mais forte’”, ressalta Telma.

Mesmo quando às vezes tomam conhecimento do problema, algumas escolas não agem para tentar solucioná-lo; preferem fazer de conta que nada está acontecendo. Foi o caso das instituições de ensino públicas e privadas pelas quais passou Alexandre Saldanha, vítima de bullying durante toda a infância e adolescência, que acabou se tornando advogado e dedicando sua vida profissional e acadêmica ao combate desse tipo de violência. Saldanha conta que por ter sido uma criança “gordinha” e com limitações motoras devido a sequelas de uma hemiparesia direita, decorrente de seu nascimento prematuro, sofria com gozações perversas por parte dos colegas, que o levaram ao isolamento. Quando criou coragem para quebrar o silêncio, não obteve apoio. “As direções das escolas assumiram uma política corporativa, encobrindo o fato e afirmando que aquela situação se tratava de uma brincadeira de criança e, por isso, nada podiam fazer”, relata.

Do ponto de vista legal, o bullying – com essa denominação – não é crime, porém já existe uma proposta, que faz parte do projeto de reforma do Código Penal, para criminalizar a prática e instituir pena de um a quatro anos de prisão. Entretanto, atualmente, tanto as escolas quanto os professores e as famílias dos agressores podem ser responsabilizados pelas consequências do ato e condenados a pagar indenizações às vítimas por danos morais, como vem ocorrendo e sendo noticiado pela mídia cada vez com mais frequência, com base em dispositivos do Código Civil, da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente. “Como o bullying acontece dentro das dependências do estabelecimento de ensino no período de estadia dos educandos, vê-se a figura da responsabilidade das escolas pelos danos causados pelos seus alunos entre eles ou a terceiros”, afirma Alexandre Saldanha, que atualmente mantém um blog sobre bullying e Direito.

No caso do cyberbullying, em que as agressões ou ofensas acontecem no meio virtual, a responsabilidade só pode ser atribuída também à escola se o aluno usar o computador da instituição de ensino para o seu ataque aos colegas. Caso o problema ocorra fora da escola, são os pais ou responsáveis que terão que arcar com as consequências dos atos do filho menor de idade.

Conscientização

Ainda é difícil precisar a gravidade do bullying no Brasil. O estudo Bullying no Ambiente Escolar, realizado pela organização não governamental Plan Brasil, voltada para a defesa dos direitos da infância, revelou que o ato foi praticado e sofrido por 10% dos alunos pesquisados. Nesse estudo, denominou-se bullying a agressão a uma mesma pessoa superior a três vezes durante o ano letivo. Participaram da pesquisa, concluída em 2010, 5.168 estudantes, além de pais, responsáveis, professores e gestores de instituições nas cinco regiões do País. Já em um estudo feito em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase um terço dos alunos respondeu já ter sofrido bullying alguma vez na vida.

Com a exploração crescente do tema pela mídia, muitas vezes sem as informações adequadas, não é incomum que exista uma confusão entre o que faz parte dos conflitos naturais do processo de convivência na infância e adolescência e o que pode ser configurado como bullying. Por causa dessas distorções, problemas que deveriam ser tratados no âmbito escolar estão indo parar nos fóruns e nas delegacias. É com o intuito de diminuir essas ocorrências que o Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e Juventude do Ministério da Justiça de Santa Catarina desenvolve desde 2010 a campanha Bullying, isso não é brincadeira. O programa integra as ações de uma lei antibullying, aprovada no Estado de Santa Catarina em 2009. “Percebemos que havia um grande número de crianças e adolescentes que eram apontados como autores de ato infracional quando, na verdade, haviam praticado uma infração disciplinar. Assuntos que deveriam ser resolvidos dentro da escola estavam sendo judicializados”, explica a promotora de Justiça e coordenadora do CAO da Infância e Juventude, Priscilla Linhares Albino. Segundo a promotora, muitas vezes coisas simples como um empurrão ou o uso de um apelido, em episódios esporádicos, estavam sendo confundidos com atos infracionais. Priscilla ressalta que todos os comportamentos inapropriados devem ser observados pelos responsáveis nas escolas; entretanto, isso não significa que essas ações possam ser classificadas como bullying.

Para esclarecer a comunidade escolar, foram desenvolvidos e enviados materiais sobre o tema para todas as instituições de ensino catarinenses. O Ministério da Justiça também promoveu palestras para professores, psicólogos e assistentes sociais. Depois da campanha, segundo Priscilla Albino, houve uma mudança no comprometimento das escolas e dos educadores, além da redução do número de casos encaminhados para a Justiça.

Formação e prevenção

Para combater o bullying, não basta punir o culpado. Aliás, muitas vezes o autor da prática também já foi vítima de violência. Para ter resultados efetivos e consistentes, as escolas precisam atuar nas causas, buscando compreender melhor o contexto educacional. “As medidas punitivas sugeridas são controversas e humilhantes, podendo acarretar sentimentos de raiva e vingança posterior. Além disso, fazem com que o autor ‘quite o débito’, não possibilitando a tomada de consciência do alcance dos seus atos”, alerta Telma Vinha. A pedagoga destaca a importânciade investir na qualidade das relações interpessoais, a partir de um exercício de resolução de conflitos cotidianos, e da realização de um trabalho em que os alunos desenvolvam o autorrespeito e, consequentemente, o respeito pelo outro. Telma não acredita que propostas focadas apenas no estabelecimento de regras e deveres contribuam para uma convivência ética e saudável.

O advogado Alexandre Saldanha também não aposta no modelo punitivo tradicional como forma de evitar o bullying. Saldanha propõe o uso de uma forma alternativa à justiça comum. “A justiça restaurativa promove o diálogo entre as partes envolvidas em agressões, sem prévios julgamentos de quem está certo ou errado. Todos são ouvidos igualmente e, da mesma forma, são envolvidos em torno do comprometimento de solucionar pacificamente o conflito”, observa.

Para Nei Alberto Salles Filho, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR) e coordenador do Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências (NEP), o bullying é apenas parte de uma situação muito mais ampla e complexa. “Embora seja um problema sério, é o que podemos chamar de ‘ponta do iceberg’ de um processo de falta de respeito, intolerância, de total identificação com o outro; ou, dito de outra forma, o bullying é o resultado da falta de um clima escolar acolhedor e relações de convivência positivas”, resume. Nei Salles acredita que o contexto em que as crianças e os adolescentes estão crescendo, observando muitas vezes adultos violentos, competitivos e intolerantes na família, no trânsito e até nas escolas, influencia esses comportamentos. Para lidar com essa realidade, o professor da UEPG defende a formação ampliada dos docentes, de modo a capacitá-los para perceber a complexidade do processo educacional. O trabalho do NEP, segundo o coordenador, baseia-se nos processos de restauração dos valores humanos, mediação de conflitos, qualificação das convivências escolares e fortalecimento da gestão educacional voltada à educação para a paz, que são colocados em prática pelos professores em suas instituições de ensino depois do curso.

A escola não é a única responsável pelo trabalho de ensinar a boa arte da convivência. A família, como agente da socialização primária, exerce papel fundamental no aprendizado do viver em sociedade. Mas, para a professora da Unicamp, o fracasso da família nessa tarefa não implica no mesmo resultado pela instituição de ensino, onde acontece a socialização secundária. “A escola não pode depender do bom desempenho da família para educar seus alunos para a vivência em uma sociedade democrática e contemporânea e nem esperar receber alunos ideais como pré-requisito para ter êxito em sua tarefa. Aliás, as crianças que apresentam dificuldades provavelmente decorrentes do ambiente familiar são as que mais precisam do apoio da escola para se inserir socialmente”, defende Telma Vinha.

Características comuns de uma vítima de bullying

• Não tem vontade de ir para a escola;
• Apresenta baixo rendimento e evasão escolar;
• Volta da escola com roupas ou livros rasgados;
• Vontade explícita de trocar de escola;
• Isola-se dos amigos e da família;
• Geralmente, aparenta estar triste, deprimida, ansiosa ou aflita;
• Fica agressiva sem motivo aparente;
• Não gosta de si mesma, não se valoriza.
Sugestões para um projeto antibullying

Estratégias gerais

1. Círculos de qualidade – parecidos com assembleias – consistem em promover a identificação, análise e resolução de problemas comuns;
2. Mediação de conflitos – consiste na formação de mediadores de conflitos – sejam pais, alunos ou professores que atuarão nos momentos de crise (ex: círculos restaurativos);
3. Ajuda entre iguais – formação de um grupo de crianças ou adolescentes que atuem como conselheiros e ajudem outras crianças e adolescentes que sofrem bullying, acolhendo-os em suas dificuldades;
4. Intervenção social ou o chamado método Pikas – partem da descoberta da estrutura do grupo violento e realizam um plano de intervenções sociais, procurando fazer com que os próprios agressores sejam os que acabem por ajudar a vítima antes de ser atacada. Para isso, são realizadas reuniões individuais com cada um dos membros;
5. Desenvolvimento da assertividade para vítimas – são exercícios de habilidades sociais que podem reforçar a autoestima das vítimas para que elas se defendam de seus agressores;
6. Desenvolvimento da empatia para agressores – são processos educativos que tentam restabelecer a sensibilidade emocional de meninos e meninas.

Estratégias a longo prazo (aquelas que incidem indiretamente sobre o problema e que são realizadas no cotidiano)

• Montagem de estatuto contra bullying;
• Proposta de assembleias em cada classe para discutir os problemas da sala e propor soluções conjuntas (âmbito coletivo);
• Implantação de círculos restaurativos que são espaços de resolução de conflitos de âmbito privado (que não se trata no coletivo);
• Elaboração de regras a partir das necessidades;
• Aplicação de sanções por reciprocidade;
• Resolução de conflitos por meio de discussão de dilemas morais, histórias, filmes e dramatizações;
• Propostas de atividades para falar de si ou com destaque para a afetividade.

Ações imediatas (que podem ser incisivas em um momento de crise)

• Usar de linguagens descritivas incentivando os envolvidos a relatarem o que ocorreu na perspectiva de cada um, sem juízo de personalidade;
• Permitir e auxiliar que as crianças ou os jovens manifestem e tenham reconhecidos seus sentimentos;
• Revalidar os princípios morais feridos;
• Encorajar as correções, o pedido de desculpas e realizar acordos para evitar novos eventos.

Telma Vinha, pedagoga, doutora em Educação e professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisadora na área de Relações Interpessoais e Desenvolvimento Moral.



Livro dá dicas para lidar com o bullying

Nada de brigas ou discussões. Joel Haber, autor de Seu Filho x Bullying, alerta que a maneira mais eficiente de interromper agressões é manter a calma e agir racionalmente – não apenas a criança, mas você também

Joel tinha uma infância tranquila em Long Island, Nova York. Depois do horário da escola, gostava de brincar na rua em que morava com as crianças vizinhas, passatempo que manteve por muito tempo. Esse cenário, porém, mudou quando ele tinha 11 anos de idade. Isso porque Billy, 15 anos, e John, 11, os “valentões” da região, começaram a passar por perto de sua casa de vez em quando para incomodá-lo com provocações, insultos e até agressões. Foi nessa época que o menino – que posteriormente se tornaria o psicólogo Joel Haber – conheceu o que era bullying. 

Hoje, Joel é um dos especialistas no assunto mais famosos dos Estados Unidos. Ele viaja ao redor do mundo apresentando palestras e seminários sobre o tema. Parte de seus conhecimentos está reunida no livro Seu Filho x Bullying (Ed. Novo Século, R$ 49,90), que acaba de ser lançado no Brasil. É nele, inclusive, que o autor conta sua traumática experiência com Billy e John. Traumática, mas construtiva: uma atitude equivocada de seu pai (que, na época, o incentivou a bater no agressor) foi um dos motivos que o fez começar a carreira na psicologia, estudando a prevenção à violência. 

Na obra, o autor se limita a dar instruções instantâneas para os pais das vítimas lidarem com a questão, reforçando que sua intenção não é entrar em discussões teóricas e sim “dar respostas práticas para ajudar seu filho imediatamente”. 

CRESCER: De que forma sua experiência pessoal influenciou seus estudos sobre o bullying? 
Joel Haber: Não tenho dúvidas de que essas experiências me levaram a pensar muito mais sobre as dinâmicas de poder entre amigos, famílias e todos os outros grupos sociais em que vivemos. Aquilo teve um papel muito grande na minha vida e no meu interesse em buscar meios para ajudar outras pessoas nos desequilíbrios existentes nessas relações. 

C.: Você contou que seu pai o ensinou a lutar para poder bater em quem fazia bullying com você – o que acontece ainda hoje em muitas famílias. Por que esse não é o melhor caminho? 
J.H.: Isso não acaba com o problema. Na verdade, pode torná-lo ainda pior. Acontece inclusive em muitas instituições educacionais; se você é um agressor, acaba sendo punido também. É sempre melhor encontrar soluções alternativas à agressão física. (No livro, o autor conta sobre o dia em que deu um soco na boca de John pela primeira e única vez: “Quando conto essa história, a maioria das pessoas imagina que minha atitude deva ter interrompido o bullying. Lamentavelmente, isso não aconteceu; na verdade, o que ocorreu fez com que John encontrasse formas mais criativas para tentar me pegar desprevenido”) 

C.: Qual a diferença entre o bullying e a brincadeira de mau gosto? 
J.H.: É possível não distinguir os dois em um primeiro momento. Se a criança se sente mal, avisa o autor da brincadeira e ele para de fazê-la, então ela não sofreu bullying. Mas, se as provocações continuarem mesmo depois que o autor já sabe que está fazendo mal à vítima, trata-se de um caso típico de bullying. 

C.: Depois de identificar o problema, você diz que os pais devem conversar com os filhos sobre o assunto. Como isso deve ser feito? 
J.H.: Durante a conversa, é sempre bom estar no mesmo nível da criança e não deixar suas próprias emoções influenciarem. Não demonstre que está abalado nem reaja de maneira explosiva, senão seu filho não irá contar para você suas próximas inseguranças. Faça com que ele saiba que você apenas irá falar sobre o problema quando ele estiver pronto, apoie-o e avise que o bullying não acontece por culpa dele. 

C: De que maneira a terapia pode ajudar? 
J.H: As crianças podem aprender habilidades que as ajudarão a construir resistências e a lidar com o problema.

5 coisas sobre bullying

- Bullying é diferente das brigas que têm um motivo, como a disputa por um brinquedo. Resolvido o conflito, as crianças voltam a brincar juntas

- Para ser bullying, a agressão tem de ser intencional e repetitiva, ou seja: dia após dia, a criança passa por situações que causam dor ou sofrimento

- Se os sentimentos da vítima são de angústia, medo, terror e tristeza, é bullying

- Se o seu filho sofre com as agressões, demonstre o quanto ele é amado e ajude-o a melhorar sua autoestima

- Se o bullying acontece na escola, procure a diretoria. É preciso que a instituição e a família estejam unidas para acabar com as agressões


Bullying – Apoiando as crianças envolvidas


Todas as crianças envolvidas no bullying, sejam as vítimas, os vitimizadores, ou aqueles que apenas observam, são  afetadas. É importante apoiar todas as crianças envolvidas para garantir que o bullying não continue e que seus efeitos sejam minimizados.

Apoio às crianças vítimas de bullying

Ouça a criança. Saiba o que está acontecendo e mostre que você quer ajudar.

Assegure à criança que o bullying não é culpa dela.

Sabemos que as crianças maltratadas podem ter dificuldades em falar sobre isso. Considere encaminhar a criança a um conselheiro escolar, psicólogo ou outro profissional especializado.

Dê conselhos sobre o que fazer, envolvendo o contexto todo. Pense em como a criança pode reagir se o bullying ocorrer novamente.

Trabalhe em conjunto (criança, pais, escola e ou organização) para resolver a situação e proteger a vítima de bullying. Todos devem ser “escutados” para um melhor entendimento da situação.

Algumas  atitudes podem ajudar:

Pergunte à criança que está sendo intimidada, o que pode ser feito para que ela se sinta segura. Lembre que alterações de rotina devem ser minimizadas. A criança vítima de bullying não tem culpa e por isso não deve ser identificada. Por exemplo, considere reorganizar os lugares da sala de aula ou de assentos no ônibus para todos. Se mudanças maiores forem necessárias, tais como a mudança de sala ou rota de ônibus, a criança vítima do bullyng não deve ser obrigada a mudar.
Desenvolva um plano de ação. Mantenha a comunicação aberta entre escolas, organizações e pais. Discuta os passos que serão tomados e as limitações em torno do que pode ser feito com base em políticas e leis.
Seja persistente. Bullying  geralmente não acaba de uma hora pra outra. Comprometa-se a acabar com o bullying e apoie a vítima enquanto necessário.
Evite estes erros:

Nunca diga à criança para ignorar o bullying.
Não culpe a criança por estar sendo intimidada. Mesmo que ela tenha provocado o bullying, ninguém merece ser vítima de bullying.
Não diga para a criança lutar fisicamente contra quem está promovendo o bullying. Isso pode deixar a criança ferida, suspensa ou expulsa.
Os pais devem resistir à tentação de contatar os outros pais envolvidos. Pode piorar as coisas. Os funcionários da escola devem agir como mediadores entre os pais.

Follow-up:  Mostre que está comprometido em fazer o bullying cessar. Como o bullying é um comportamento que se repete ou tem potencial para ser repetido, é preciso um esforço consistente para assegurar que ele acabe.
Abordando o bullying com a criança que o praticou

Os pais, funcionários da escola e as organizações têm um importante papel a desempenhar.

Certifique-se de que a criança saiba que a prática de bulling é um problema de comportamento. Os jovens que intimidam devem aprender que o seu comportamento é errado e prejudicial.

Mostre às crianças que o bullying é levado a sério. Calmamente diga ao seu filho que o bullying não será tolerado. Modele comportamento respeitoso, ao abordar o problema. Trabalhe com a criança para entender as razões que a levaram a praticar o bullying. Por exemplo:

Às vezes as crianças intimidam os outros para se sentirem parte do grupo. Essas crianças se beneficiarão ao participarem de atividades positivas. Envolvimento em esportes e clubes pode permitir-lhes assumir papéis de liderança e fazer amigos, sem sentir a necessidade de intimidar outros.
Outras crianças podem praticar o bullying por terem problemas em casa, serem abusadas ou ter qualquer outro tipo de estresse em suas vidas. Elas também podem ter sido vítimas de bullying. Essas crianças podem ter necessidade de apoio adicional, administrado por profissionais especializados.
Esclareça as consequências para prevenir futuros bullyings. Funcionários da escola e professores devem seguir o código de conduta da instituição para atribuir disciplina. Por exemplo, a criança que praticou o bullying pode:

Conduzir uma discussão em classe sobre como ser um bom amigo.
Escrever uma história sobre os efeitos do bullying ou os benefícios do trabalho em equipe.
Fazer uma apresentação sobre a importância de se respeitar os outros, os efeitos negativos da fofoca, ou como colaborar para o trabalho em grupo.
Fazer um projeto sobre os direitos civis e o bullying.
Ler um livro sobre bullying.
Fazer cartazes para a escola sobre cyber-bullying e ser inteligente on-line.
Ser convencida a fazer as pazes ou reparar a situação. O objetivo é ajudá-la a ver como suas ações afetam os outros.
Escrever uma carta desculpando-se com o estudante que foi vítima de bullying.
Fazer uma boa ação para a pessoa que foi intimidada ou para os outros em sua comunidade.
Limpar, reparar, ou pagar por qualquer propriedade danificada.

Evite estratégias que não funcionam ou têm consequências negativas.

Tolerância zero não funciona. Suspender ou expulsar alunos que praticam bullying não reduzem o comportamento de bullying. Alunos e professores podem ser menos propensos a relatar e enfrentar o bullying se a suspensão ou expulsão é a consequência.
Resolução de conflitos e mediação entre as crianças não funcionam para o bullying. Bullying não é um conflito entre pessoas de igual poder com mesma culpa. Ter que enfrentar aqueles que o intimidaram pode perturbar as crianças vitimando-as ainda mais.
Tratamento em grupo para os alunos que praticam bullyng não funciona. Os membros do grupo tendem a reforçar o comportamento bullying no outro.
Faça o follow-up:  Depois que o problema foi resolvido, continue a encontrar formas de ajudar a criança que praticou o bullying a entender que o que ela fez afetou outras pessoas. Elogie atitudes positivas e discorra sobre o que significa ser um bom amigo.


Estreia documentário que aborda temática de bullying nas escolas

O filme “Bully” trata de um dos temas mais complexos do mundo atual, o bullying nas escolas, que pode até não ser novidade, mas cuja violência está assumindo uma proporção inimaginável, produzindo inclusive vítimas fatais.

Em 2011, cerca de 13 milhões de crianças americanas sofreram algum tipo de bullying, seja na escola, no ônibus, em casa, no bairro em que mora ou através de celulares ou da internet. Este documentário busca analisar esta situação, levando em conta tanto as vítimas quanto quem pratica bullying, além do porquê de tamanho silêncio em torno do assunto, tendo como parâmetro da realidade nos Estados Unidos.

"Bullying" não se limita a expor os casos, focalizando também o intenso debate sobre o tema nos quatro cantos dos EUA, envolvendo pais, alunos, educadores e policiais. Acompanha, assim, um movimento de resistência a esses impulsos violentos e desumanizadores cujas raízes estão certamente fincadas na sociedade, e que transformam a vida escolar num pesadelo ao qual alguns não sobrevivem.


Grávidas estressadas podem gerar crianças mais propensas ao bullying

Crianças cujas mães estavam estressadas durante a gravidez são mais propensas a sofrer bullying na escola, aponta nova pesquisa. As informações são do site Daily Mail.

O estudo, que contou com 9 mil crianças, concluiu que a ansiedade sentida pela mãe durante a gravidez pode ser transmitida ao bebê ainda no útero. As crianças geradas sob essas condições têm mais tendência a chorar, fugir e se sentirem ansiosas ao ir para a escola, fatores que as transformam em presa fácil para o bullying.

"Quando somos expostos ao estresse, grandes quantidades de neurohormônios são liberadas na corrente sanguínea e, em uma mulher grávida, isso pode mudar o desenvolvimento do sistema de resposta ao estresse do feto", explicou Dieter Wolke, professor da Universidade de Warwick e líder da pesquisa, publicada pelo Journal of Child Psychology and Psychiatry.

"Esse é o primeiro estudo que investiga o estresse durante a gravidez relacionado à vulnerabilidade da criança em relação ao bullying. Essa mudança no sistema de resposta ao estresse pode afetar o comportamento delas e como reagem ao incômodo de sofrerem brincadeiras desagradáveis", acrescentou Wolke.

Durante o estudo, os pesquisadores identificaram os principais estresses pré-natais, como problemas financeiros e a saúde mental da mãe. "A coisa toda acontece como um ciclo visioso. Uma criança com o sistema de resposta ao estresse alterado está mais propensa a sofrer bullying, o que afeta novamente o sistema de estresse e aumenta também a probabilidade de problemas com a saúde mental na vida adulta", concluiu o professor.

Fonte: Portal Terra Saúde

"Ouvir o agressor reduziu o bullying"

Professora de Aracaju mostra que aproximar-se do aluno que ameaça os colegas é um caminho para que ele mude de atitude

Caso real
"Eu tinha um aluno que vinha de uma família com problemas de relacionamento. Ele via a agressividade do pai com a mãe e reproduzia tudo aquilo no ambiente escolar", conta Abjan Santos Gomes, professora de Ciências do Colégio de Primeiro e Segundo Grau Governador Augusto Franco, em Aracaju (SE). Esse aluno liderava os casos de bullying naquela turma e, com a ajuda de alguns colegas, agredia, xingava e batia nos mais fracos. “Em um dos casos, ele chegou a ferir um colega até sangrar”, relembra.

Abjan decidiu, então, iniciar ações de combate à violência com a sala. De início, por meio do diálogo, convidou os alunos a refletirem sobre suas próprias ações, com base no tema “aquilo que não quero para mim, não posso ofertar aos outros”. “Meu objetivo era fazer os alunos se colocarem no lugar dos colegas”. Além do debate, a turma também participou de encenações teatrais e produziu cartazes com mensagens que pediam mais respeito para melhorar a convivência na escola.

Mas, na visão da professora, ainda era preciso incluir a família nesse processo. “Muitas vezes, os pais incentivam os filhos a serem violentos, a agredir quando são agredidos”. Ela passou, então, a organizar reuniões quinzenais com os familiares. “Se você não trouxer a família, você não consegue atingir o aluno”, conclui.

Nas primeiras atividades com a turma, o aluno que ameaçava os colegas quase não participou. “Um dia, ele me procurou para dizer sobre as coisas que não gostava. Ouvi e dei importância a ele. Depois disso, ele começou a participar mais, com uma atitude melhor e o comportamento do grupo como um todo melhorou muito”, avalia.

Palavra de especialista
Está claro e é uníssono entre os pesquisadores da área que atos de bullying podem ter causas relacionadas a ambientes familiares agressivos. Justamente por isso, gestores e professores precisam construir na escola um ambiente sócio-moral baseado no respeito e em um relacionamento sadio. “É necessário que a escola pare de culpar as famílias por todos os problemas que enfrenta e busque uma revisão interna sobre a organização do ambiente escolar”, alerta Adriana Ramos, pedagoga e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A própria inclusão das famílias pode ser uma estratégia de combate ao bullying, mas não a única. Toda a escola – incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais – precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. “Um aluno que não tem uma família considerada estruturada ou pais ausentes é justamente aquele que mais precisa de uma escola justa e respeitosa para seu desenvolvimento”, alerta Ramos.

Para a especialista, punir não é o melhor caminho para resolver problemas de bullying entre alunos. E foi exatamente esta a postura da professora Abjan Gomes. “Ela soube se sensibilizar em relação ao agressor, um personagem muitas vezes negligenciado e até tratado como culpado. A professora não julgou o aluno, mas procurou incentivá-lo a reconhecer seus próprios sentimentos”, analisa Adriana.

Fonte: Revista Nova Escola

Bullying e internet: como evitar tragédias

O suicídio de uma estudante canadense vítima de bullying coloca em discussão a postura dos jovens na rede e o que a escola pode fazer para evitar cenas como essa

Uma notícia trágica chocou o Canadá no início de outubro. Uma jovem chamada Amanda Todd, de apenas 15 anos de idade, se suicidou após ter sido vítima, durante anos, de agressões feitas por colegas. O motivo dos ataques: aos 12 anos, ela mostrou os seios pela câmera do computador a um desconhecido com quem conversava em uma sala de bate-papo da internet. O homem gravou a cena e a enviou para colegas da estudante, que passaram a maltratá-la.

Acuada, Amanda foi transferida de escola por mais de uma vez e chegou a mudar de cidade. A história, entretanto, repetia-se: as imagens circulavam pela rede e entre os colegas, que perseguiam a adolescente e a atacavam psicológica e até fisicamente. Sem apoio e em depressão, a menina tentou suicídio no início deste ano. Pouco depois, publicou um desabafo final no youtube. Em um vídeo com placas escritas à mão, ela contou em detalhes sua história e tornou público o sofrimento e a solidão que sentia. Cinco semanas depois, a garota foi encontrada morta em seu quarto.

Casos de bullying e outros tipos de violência semelhantes ao que Amanda sofreu, infelizmente, não são novidade. Ameaças e agressões via internet vêm se tornando cada vez mais frequentes e são um alerta para problemas que podem estar sendo minimizados pelos adultos. A prática de humilhar colegas, que já fazia parte do ambiente escolar, agora ultrapassa as salas de aula e ganha proporções cada vez maiores. 

Ao mesmo tempo, vídeos desesperados como o da adolescente canadense têm se multiplicado na rede. Se, há algumas décadas, o relato da jovem se limitaria a seu diário pessoal, hoje o grito de socorro é dado na internet, em que bilhões de pessoas podem acessá-lo. Ignorados pelos adultos, que acreditam que "o bullying é coisa de criança", os estudantes veem na web um canal para compartilhar angústias. Para Marcia Padilha, especialista no uso de tecnologias para a Educação, as redes sociais criaram um novo espaço para a subjetividade. "O jovem expõe seu sofrimento na rede justamente porque não está sendo capaz de lidar com ele nas relações presenciais", explica.

Esse novo cenário - tanto de agressões quanto de desabafos e pedidos de socorro via web - precisa ser incorporado às preocupações dos educadores. Mesmo não ocorrendo necessariamente dentro das salas de aula, problemas como o de Amanda fazem parte da vida escolar e precisam ser discutidos em um ambiente controlado, no qual um adulto atue como mediador e ajude na resolução dos conflitos.

Enfrentar o bullying, e agora o cyberbullying, não é tarefa simples e pressupõe um trabalho contínuo. Há que se tomar providências para resolver os problemas que surgem e, em paralelo, implementar propostas preventivas voltadas ao fortalecimento das relações interpessoais. Medidas como punir os agressores ou promover palestras sobre as consequências jurídicas dos abusos não são eficientes. "Com essas ações, em vez de educar, tenta-se conter o problema", explica Telma Vinha, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Abafar os casos e fingir que nada acontece também não é uma alternativa. Os alunos vão comentar o assunto e é importante que a instituição esteja preparada para trazer essa discussão para um ambiente controlado.

Assembleias realizadas regularmente ou até mesmo fóruns de discussão na internet são bons espaços para trabalhar questões de comportamento. O mais importante é que haja sempre alguém responsável por intermediar o debate. "Cabe a esse adulto ouvir os relatos e ajudar para que as relações sejam restauradas. Se ele tiver a intenção de julgar, tomar partido ou punir, os alunos se afastarão cada vez mais", explica Telma. O objetivo das discussões deve ser o de sempre restaurar as relações. O trabalho, é claro, precisa ser complementado por ações em outras esferas: as famílias e, se necessário, especialistas como psicólogos ou terapeutas também têm um papel importante e devem ser chamados a ajudar. 

O importante é olhar com atenção para cada aluno e estar atento aos primeiros sinais. Não se pode deixar que tragédias como a de Amanda Todd se repitam. E, para isso, é necessário um trabalho árduo e contínuo que envolva a comunidade escolar e não minimize os sentimentos e as angústias das crianças e dos jovens. Mais do que "coisa da idade", o bullying tem se tornado um problema cada vez mais grave e que pede cuidado.

Fonte: Revista Nova Escola

ONG oferece canal com atendimento psicológico a crianças e adolescentes vítimas de ciberbullying

Apoio gratuito também inclui jovens que enfrentam problemas como aliciamento e uso excessivo da internet
Oito em cada 10 crianças e adolescentes com idade entre nove e 16 anos acessam a internet pelo menos uma vez por semana. A atividade mais comum entre eles é a pesquisa para trabalhos escolares.
Mas 70% desse público também têm perfil em redes sociais, onde conquistam novos amigos "virtuais". E 23% dos adolescentes que já tiveram contato na internet com alguém que não conheciam pessoalmente foram ao encontro dessa pessoa.
Atenta a dados como os revelados pela pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a ONG Safernet Brasil criou o Helpline.br, um canal de atendimento na web. Crianças, adolescentes, pais e educadores são convidados a retirar dúvidas sobre problemas como ciberbullying, aliciamento, sexting e uso excessivo da rede. E, se necessário, encontram atendimento psicológico virtual e gratuito via chat ou e-mail.
Aproximadamente 700 pessoas já fizeram uso de consultas desde que o serviço foi lançado, em janeiro. Segundo a ONG, a maior parte dos solicitantes busca informações sobre a melhor maneira de navegar na rede. Entre os problemas, o mais relatado - cerca de 30% dos casos – é o ciberbullying.
Muitas vezes envergonhadas com o problema enfrentado, muitos preferem se calar. Juliana Cunha, coordenadora do projeto, explica que esse é o principal motivo do serviço.
– O helpline é um primeiro link que a criança ou o adolescente pode acionar e se sentir seguro para falar sobre os problemas. Uma equipe preparada irá encorajá-lo para abrir o assunto para a adultos e pessoas em quem confie – explica.
Segundo Daniel Spritzer, psiquiatra e coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas-RS, o uso excessivo da internet é o problema relacionado à web mais recorrente na prática clínica. Por isso, torna-se o grande desafio ligado a consequências da tecnologia – que evolui rapidamente.
– Adolescentes e crianças, principalmente, não avaliam as consequências que o uso intenso da rede pode provocar a longo prazo. O estabelecimento de consciência crítica e de supervisão adequada do uso, portanto, é tarefa para pais e educadores. Mas apenas uma minoria está atenta ao que os filhos fazem na rede – comenta.
É preciso supervisão com respeito da privacidade
Para o especialista em Infância e Adolescência, é preciso descobrir a maneira correta de orientar e supervisionar, respeitando a privacidade e, ao mesmo tempo, demonstrando interesse genuíno em relação à forma como os filhos se comportam na internet.
– O acompanhamento é essencial tanto para que se identifique o excesso, que pode provocar até mesmo quadros de depressão, quanto para que sejam evitados casos de ciberbullyng, aliciamento e sexting, que apesar de não serem tão frequentes, são mais graves – aconselha.
A iniciativa
- Crianças, adolescentes, pais e educadores que necessitarem de ajuda ou orientação por meio do Helpline.br devem acessar o site www.safernet.org.br/site/webline e escolher entre as opções de ser atendido via e-mail ou chat.
- Por meio desses canais, uma equipe de psicólogos recebe dúvidas e dá orientações sobre situações de constrangimento e violência psicológica provocadas por algo vivenciado na internet. Se optarem por atendimento via chat, receberão apoio imediatamente. Por e-mail, a resposta deve ser encaminhada em até dois dias.
- Os atendimentos são gratuitos, e o número máximo de orientações pelo chat ou pelo e-mail é de quatro encontros.
- A partir do segundo encontro, é preciso um termo de autorização dos pais para a continuidade da orientação de criança ou adolescente, conforme determina o Art. 8º do Código de Ética Profissional do Psicólogo.
- Caso seja necessário aprofundar o acompanhamento por mais tempo, é feito o encaminhamento para um serviço especializado presencial.
Fique atento a situações difíceis:
Ciberbullying
O que é?
- Humilhações e ameaças de colegas nas redes sociais ou pelo celular.
O que fazer?
- Conte a algum adulto de confiança.
- Não responda e grave todas as mensagens e imagens.
- Pais e escolas devem ajudar ou podem ser responsabilizados por não terem prestado apoio.
- Quando não há espaço para resolver o problema com conversa, você pode ir, com um adulto, ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público ou à Delegacia de Polícia mais perto da sua casa.
Sexting
O que é?
- Alguém pedindo para você enviar fotos sem roupa ou alguém enviando fotos desse tipo a você.
O que fazer?
- Não envie nem aceite receber imagens. Não se deixe levar pelos outros para produzir ou publicar imagens desse tipo.
- Preserve a sua privacidade. Nem tudo deve ser colocado na rede, pois nunca sabemos quem pode ter acesso e o que pode ser feito com o que publicamos.
- Lembre-se: ao enviar uma foto íntima para alguém, ela pode parar na mão de estranhos.
Aliciamento
O que é?
- Pessoas estranhas querendo encontrar você em segredo ou forçando você a fazer o que não quer pela internet.
O que fazer?
- Evite usar webcam. Sua imagem pode ser manipulada e você, ameaçado de ter as imagens montadas em situações ruins.
- Não responda mensagens e convites de desconhecidos e grave ameaça.
- Bloqueie o contato de agressores no celular, chat, e-mail e redes sociais.
- Não aceite convite para encontrar pessoalmente um amigo virtual sem autorização. Se for com os pais, vá a local público.

Uso excessivo da web
O que é?
- Ficar horas e horas no computador sem querer desligar nunca.
O que fazer?
- Peça ajuda, converse com alguém.
- Separe parte do tempo livre para outras atividades no mundo off-line, como passear, conhecer lugares novos, praticar esporte, ir ao cinema e encontrar amigos.
Fonte: Zero Hora

 

Bullying na escola

Professora cria "remédio" contra bullying em escola da periferia de São Paulo
Quando adolescente, a professora Deyse da Silva Sobrino media 1,72 metro e pesava 45 quilos. A garota alta e magra sofria quando era chamada pelos colegas de “pau de catar balão” e “vareta de bilhar”. Na época, o termo bullying ainda não existia, mas a prática de criar apelidos maldosos e agredir de forma física ou verbal já fazia parte do cotidiano das escolas.
Atualmente, Deyse tem 60 anos e três formações: biologia, pedagogia e direito. Ela dá aulas há 42 anos e tenta passar aos seus alunos ensinamentos que vão além da informática que ministra na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Bonifácio, localizada na zona leste, periferia da capital paulista. “Isso [o bullying] nunca me afetou. Eu estava bem comigo mesma. É isso que tento passar ao aluno, que se sinta bem com ele mesmo”.
Andresson Silva, 13 anos, estudante do 8º ano, seguiu o conselho da professora Deyse. O menino tem um grau de deficiência visual e, por usar óculos, recebia apelidos maldosos dos outros meninos. “Era muito ruim. Todo dia chegavam com uma brincadeira de maldade. Eles me pegavam, jogavam no chão, empurravam, me batiam, xingavam. Pegavam meus óculos e jogavam no chão. Eu não suportava a pressão”. Ele conta que tem poucos amigos e sofreu bullying desde os 5 anos de idade. Por medo, Andresson evitava o assunto com os pais, mas encontrou apoio na professora que já viveu o mesmo problema.
“O aluno vêm me contar seus segredos e não conto a ninguém. Se ele confiou em mim, por que vou contar para os outros? Esse relacionamento de professor e aluno é a base. Se não tiver isso, não há diálogo, não existe amizade”, disse a professora.
Mas a grande mudança para Andresson e os outros alunos, que têm entre 5 e 17 anos, veio em 2010, quando Deyse decidiu tomar uma atitude contra o bullying em toda a escola. Ela distribuiu um questionário anônimo para uma parte dos estudantes (309 alunos) contendo perguntas como: você já sofreu bullying? Já praticou? Já viu alguém praticando?
O resultado surpreendeu a professora, que leciona na José Bonifácio há 15 anos: 70% dos alunos já presenciaram a prática, 44,5% já foram vítimas, 38,5% admitiram ter praticado bullying alguma vez na vida e 9,7% praticam constantemente. Os ambientes escolares onde o bullying esteve mais presente foram o pátio e a sala de aula.
Para reverter essa situação, a professora criou um medicamento fictício com a ajuda dos alunos, chamado Sitocol. Sob o slogan “Tomou o Sitocol hoje?”, o remédio tem uma bula, escrita de forma coletiva entre os alunos. “Ele age no organismo produzindo consciência, modificando a maneira de agir das pessoas, o sentimento. Se usado em excesso, o Sitocol vai fazer rir muito e ter muita felicidade”, destacou a professora.
Com a campanha, a redução da prática do bullying na escola foi considerável. Em média, 700 alunos têm recebido, por ano, as orientações da professora Deyse, distribuídas por 21 turmas. Ela planeja reaplicar o questionário entre os alunos no próximo ano, mas relata que a melhora na atitude deles pode ser vista pelos corredores da instituição. “Antes, quando a gente subia a escadaria eu via os alunos grandes pegando os pequenos pelos braços e arrastando pelo corredor, com ar de poderosos. O outro esperneava de vergonha. E eu mandava soltar. Mas isso era frequente”.
A professora presenciava também outras situações humilhantes vividas por vítimas de bullying. Certa vez, um aluno jogou o conteúdo da mochila de um colega no pátio da escola. Os alunos que passavam naquele momento ajudavam a chutar os pertences, que se espalharam pelo chão. Deyse ajudou a vítima a recolher todo o material. “Eu não me conformava com essas coisas. Resolvi fazer esse trabalho tendo em vista essas ocorrências, que me deixavam desesperada”.
A aluna Pamela da Silva Bonfim, 11 anos, do 6º ano, que antes ouvia xingamentos e até apanhava, conta que agora vive de outra forma. “Antes, eu ia para a minha cama, começava a chorar. Agora esses apelidos não influenciam em nada. Eles me chamavam de baixinha e tenho esse apelido até hoje, mas não me importo”.
Ao ser apelidada de sem dente, a estudante Ana Paula Prazeres de Ornelas, 11 anos, do 6º ano, mostrou confiança ao enfrentar situação parecida. “Desde o ano passado, começaram a me chamar de sem dente. Eu falo para as pessoas que me xingam que isso não me incomoda, que não vou ficar sofrendo por causa delas. Eles dizem que fazem isso por diversão, mas não acho que seja divertido fazer as outras pessoas sofrerem”.
Fonte: Uol Educação

Bullying pode gerar traumas

Comportamentos agressivos e repetitivos provocam consequências psíquicas, morais e materiais
Além de danos físicos, o bullying pode causar consequências psíquicas, morais e materiais. Quem afirma é a mestre em Educação e presidente do Conselho dos Cidadãos Honorários de Porto Alegre, Maria Cecília Kother. “Talvez a mais grave das características seja a propriedade de causar traumas ao psiquismo de suas vítimas e envolvidos”, observa.
Bullying é um termo encontrado na literatura anglo-saxônica, que conceitua os comportamentos agressivos e antissociais em estudos sobre o problema da violência escolar. “É um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro ou outros, causando dor, angústia e sofrimento”, explica Maria Cecília. Entre as formas de bullying podem ser citados insultos, intimidações, apelidos cruéis ou constrangedores, gozações, acusações injustas e exclusão, além de danos físicos, psíquicos, morais e materiais.
A educadora classifica três diferentes tipos de vítima: a típica (que serve de bode expiatório para um grupo), a provocadora (que desencadeia determinadas reações contra as quais não possui habilidades para lidar) e a agressora (que reproduz os maus-tratos sofridos). Entre os responsáveis pela violência, além do agressor, há o espectador. “É aquele que presencia os maustratos, porém não o sofre diretamente nem o pratica, mas que se expõe e reage inconscientemente à sua estimulação psicossocial.”
As causas desse tipo de comportamento abusivo são inúmeras e variáveis, aponta a educadora. Entre elas estão a carência afetiva e a ausência de limites, que pode ser representada pelo modo de afirmação de poder e de autoridade dos pais sobre os filhos. Os sintomas são irritabilidade, agressividade, impulsividade, intolerância, tensão, raiva reprimida, depressão, alterações de humor e pensamentos suicidas. A vítima pode apresentar desinteresse pela escola, déficit de concentração, queda do rendimento e evasão escolar, estresse e transtornos psicológicos.
Os agressores podem sofrer com a falta de adaptação aos objetivos escolares e projeção de condutas violentas na vida adulta, além de supervalorizarem a violência como forma de obtenção de poder.
Maria Cecília, que coordena o Instituto MC de Educação Social, diz que a violência também pode ocorrer dentro da família, em condomínios residenciais, prisões e locais de trabalho.
Fonte: Correio do Povo

Especialistas: escolas precisam se preparar para o bullying

Embora ainda não haja confirmação de que o aluno do São Bento fosse maltratado pelos colegas — a informação foi veiculada no dia 02/10 nas redes sociais —, o caso trouxe de volta a discussão sobre o bullying. Especialista no assunto, a psicanalista Maria Pompea Carneiro afirma que as escolas não estão preparadas:
— Nossas instituições de ensino não têm psicólogos, que seriam a possibilidade de evitar tragédias como a que acaba de ocorrer.
De acordo com ela, o bullying é a violência sistemática de um grupo sobre um indivíduo, que, na maioria das vezes, se manifesta no espaço escolar. A psicanalista diz que é preciso trabalhar não só com a vítima, como também com o grupo, para o desenvolvimento de uma consciência social.
Doutora em violência contra a criança e professora da Uerj, Maria Luísa Bustamante diz que, se o bullying for confirmado, será mais um caso denunciado no Colégio de São Bento:
— Já houve denúncias de problemas envolvendo os alunos dessa escola. O São Bento é a única instituição do estado que mantém a regra de só ter alunos do sexo masculino. A recomendação de escolas mistas vem do século passado. As meninas são mais sensíveis e conversam mais, o que reduz a crueldade e o sadismo existente entre alunos, principalmente do sexo masculino.
O bullying ganhou destaque em abril de 2011 no Rio, quando Wellington de Oliveira, de 23 anos, invadiu armado a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, e matou 12 alunos. Ele alegou que, quando estudara ali, fora vítima de bullying. Em novembro, o estado sancionou uma lei prevendo a implantação, nas escolas, do Programa de Prevenção e Conscientização do Assédio Moral e Violência. Quase um ano depois, a maioria dos colégios não tem esse programa. Em nota, a Secretaria municipal de Educação informou que todos os professores e diretores vêm sendo capacitados para enfrentar o problema.
Fora do Brasil, o bullying também é um problema preocupante que vem sendo discutido em âmbito internacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, a luta contra a agressão social é levada a sério e conta com o apoio de diversas personalidades. O próprio presidente americano, Barack Obama, já chamou a atenção para o assunto ao divulgar um vídeo na internet encorajando jovens a denunciarem casos de assédio. O depoimento fez parte da campanha “It gets better” (“Depois melhora”), que contou ainda com a participação de grandes nomes da música pop como Ke$ha e Justin Bieber. A diva pop Lady Gaga, que também apoia a causa antibullying, lançou este ano uma fundação para orientar crianças e adolescentes que sofrem perseguição. Já a musa teen Demi Lovato, em show em São Paulo no fim de semana passado, pediu para que jovens vítimas de bullying procurem ajuda. “Sei que existem pessoas aqui que passam por situações como essas”, disse ela.
Fonte: O Globo

 

Senado discute medidas de combate ao ‘bullying’ nas escolas 

Presente no cotidiano de diversas escolas do país, a prática do bullying, que se expressa por meio de intimidações e agressões recorrentes no ambiente estudantil, vem chamando a atenção dos senadores, que já apresentaram quatro projetos de lei com o objetivo de contribuir para a proteção de crianças e adolescentes.
A criminalização do bullying também é prevista no projeto de reforma do Código Penal, que atualmente passa pela análise de uma comissão especial no Senado, no tipo denominado “intimidação vexatória”.
O tema também foi discutido em audiências públicas. Em novembro de 2011, em debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Sérgio Harfouche disse que a autoridade de professores e diretores deve ser reforçada.
Harfouche sugeriu que a escola tenha o poder de determinar a adoção de medidas disciplinares e educacionais mais rígidas para estudantes que cometerem práticas caracterizadas como bullying.
Projetos de lei
Dos projetos de lei em tramitação, dois são de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). O PLS 178/09 altera os artigos 3º, 14 e 67 e acresce o artigo 67-A à Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para fortalecer a cultura da paz nas escolas e nas comunidades adjacentes. Aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados.
A proposta altera a legislação para incluir como princípio a ser considerado no ensino a superação de todas as formas de violência, internas e externas à escola, na perspectiva da construção de uma cultura da paz.
O projeto também estabelece a periodicidade mínima quinzenal para as reuniões dos conselhos escolares, em horários compatíveis para todos, incentivada a presença de representantes da comunidade local, especialmente das áreas da saúde, segurança, cultura, esportes e ação social.
De acordo com o texto, pelo menos um terço da carga horária semanal remunerada deve ser reservado a estudos, planejamento, avaliação e integração com a comunidade escolar e local. As escolas públicas de ensino fundamental e médio devem ter em seu quadro de pessoal profissionais habilitados na manutenção dos espaços educativos, que inclua o zelo pela segurança escolar e pelas relações pacíficas com a comunidade local.
Socialização
O PLS 191/2009, por sua vez, estabelece procedimentos de socialização e de prestação jurisdicional e prevê medidas protetivas para os casos de violência contra o professor oriunda da relação de educação. O projeto encontra-se na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para exame do relator, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), cujo voto é pela rejeição da proposta.
Ferraço alega que a ênfase que o projeto deposita na aplicação de medidas punitivas e repressivas contra os alunos agressores – e de proteção policial e judicial aos professores agredidos – reforça a percepção de que professores e alunos são antagonistas, e não parceiros, na educação.
Uma abordagem mais construtiva, segundo o senador, poderia partir de intervenções de cunho pedagógico, psicológico e socializador que possam abordar diretamente as frustrações e a eventual rebeldia dos alunos; promover a conscientização de professores e alunos acerca da relação de parceria e das suas respectivas responsabilidades no processo educativo; promover uma cultura de paz e, com isso, prevenir a violência.
Nesse sentido, Ferraço considera importante contrastar responsabilidade e hierarquia, compreensão e sujeição, e prevenção da violência e sua repressão, sem prejuízo da aplicação de medidas socioeducativas, caso haja agressões.
Ambiente seguro
Outro projeto, o PLS 228/2010, altera a Lei 9.394/96 para incluir entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino a promoção de ambiente escolar seguro e a adoção de estratégias de prevenção e combate ao bullying. De autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), o projeto foi aprovado em decisão terminativa na CE em junho de 2011, seguindo para exame da Câmara.
O projeto atribui aos estabelecimentos de ensino a incumbência de adotar estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão recorrentes na comunidade escolar.
De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o PLS 196/2011 também modifica a LDB para dispor sobre o combate ao bullying nas escolas. A matéria aguarda inclusão na ordem do dia desde dezembro de 2011, mas o voto do relator da proposta, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), é pela prejudicialidade, já que seu conteúdo é muito semelhante ao do PLS 228/2010.

Pesquisadores criam ferramenta para identificar bullying no Twitter

A disseminação do uso da internet por crianças e adolescentes trouxe com ela uma questão preocupante para pais e educadores: o cyberbullying. Trata-se de uma atividade que utiliza a web para agredir ou perseguir pessoas, por meio de difamações nas redes sociais, criação de perfis falsos, entre outros.

Preocupado com essa questão, um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos) desenvolveu um projeto para detectar o cyberbullying no Twitter, de forma automática. Para isso, os especialistas usaram técnicas de aprendizagem automática e análise de linguagem para detectar o comportamento dos internautas e identificar tendências de bullying.

Na prática, os pesquisadores criaram um programa baseado na análise diária de cerca de 1500 tweets. Essa avaliação serviu para criar logaritmos capazes de reconhecer, automaticamente, palavras e símbolos que tornam as mensagens suspeitas de bullying. O experimento permitiu também identificar padrões associados ao envio dessas mensagens e o perfil dos agressores.

Essa pesquisa, ainda em fase experimental, pode representar um importante avanço para a proteção de menores nas redes sociais. Isso porque, a evolução dessa tecnologia tende a ser um importante complemento aos atuais sistemas de monitoramento e segurança da informação fornecidos pela indústria para que os pais monitorem e cuidem dos filhos nos ambientes virtuais.

Vale destacar, no entanto, que a tecnologia é apenas uma parte da solução para problemas e riscos na internet, como o cyberbullying. A melhor forma de combater esse tipo de ameaça ainda é a educação do internauta e um diálogo aberto entre pais e filhos.

Pesquisa sobre bullying adolescente mostra que 68% dariam cirurgias plásticas a seus filhos para impedir a intimidação

O bullying entre adolescentes vem se mostrando um problema, e agora alguns alunos, pais e outras organizações têm tomado medidas significativas para alterar a aparência num esforço para impedir que adolescentes sejam intimidados. No rastro de uma história recente sobre uma garota de 14 anos da Georgia que recebeu a doação de uma cirurgia plástica ofertada por uma fundação para ajudá-la a se livrar dos intimidadores da escola, a questão tem levantado controvérsia e debate destacados, e RealSelf.com realizou pesquisa para avaliar como o público se sente sobre o tópico.
Os dados coletados on-line pela RealSelf.com, a maior comunidade on-line para compartilhamento e informação sobre cirurgias e tratamento cosméticos. Os achados da pesquisa revelam que apesar de muitos serem contrários a cirurgias na adolescência, outros não se oporiam a permitir que os adolescentes se submetessem a procedimentos cirúrgicos se isso diminuísse a intimidação por parte dos colegas.
FONTE: UOL / RealSelf

Jogo inovador para prevenir bullying


É o primeiro jogo de prevenção do bullying para Ipad em Portugal. Esta é pelo menos a convicção de Cátia Vaz, que desenvolveu este projeto no âmbito do mestrado em Educação Social, no Instituto Politécnico de Bragança.
O objetivo é sensibilizar as crianças para não praticarem bullying com um jogo divertido e inovador.
“Não tenho conhecimento que exista um jogo direcionado, exclusivamente, para a prevenção do bullying escolar e que seja para Ipad. Também não tenho conhecimento de outro em forma de tabuleiro que tenha o mesmo propósito”, realça a educadora social.
Cátia Vaz sublinha que apostou nesta ideia, desenvolvida em conjunto com o programador Filipe Duarte, para criar um instrumento de prevenção do bullying, um problema que está cada vez mais presente nas escolas.
“O bullying existe, estudos comprovam isso mesmo, mas em termos de prevenção é muito escassa. Nesse sentido, decidi fazer este jogo, que é composto por um kit, um jogo de tabuleiro e outro digital, que se desenvolve em quatro jogos diferentes. Todas as questões são direcionadas para o bullying escolar e o objetivo é que sirva de prevenção para esta problemática”, explica Cátia Vaz.

Apostar na prevenção
Para testar a funcionalidade do jogo, a educadora social contou com a ajuda de três crianças, que também colaboraram na elaboração dos desenhos que fazem parte do jogo. O próximo passo, depois de mais de dois anos de trabalho intenso, é colocar este jogo no mercado. “Pretende-se que seja patrocinado. Isto é o princípio, mas alguém tem que pegar nele para que entre nas escolas, tendo em conta que é direcionado para crianças entre 7 e 13 anos”, salienta Cátia Vaz.

Complexo Educacional FMU lança eBook sobre Bullying


Não é de hoje, que o debate nacional sobre o "bullying" tem mobilizado as famílias brasileiras, os formadores de opinião e, finalmente, os políticos. O bullying, termo da língua inglesa que caracterizar as agressões físicas ou verbais recorrentes em escolas ou ambientes de trabalho, se tornou um problema presente no cotidiano das escolas País.














Em virtude desta problemática, o Complexo Educacional FMU lançou no dia 06/08/2012, na Apple Store, o eBook (livro eletrônico) "Cartilha Bullying – Justiça nas Escolas". A obra, que pode ser baixada gratuitamente em qualquer dispositivo iOS , é de autoria da professora Honoris Causa da Instituição, Ana Beatriz Barbosa Silva, em edição conjunta do CNJ – Conselho Nacional de Justiça e do Complexo Educacional FMU.

 "De forma acessível e muito esclarecedora, a cartilha faz uma investigação do problema, trazendo informações necessárias aos pais, professores, alunos e profissionais de diversas áreas para identificar esse tipo de violência e suas consequências, como também o que se pode fazer para combatê-la", declarou Ana Beatriz. A cartilha traz textos curtos e reúne ilustrações e designes gráficos que auxiliarão crianças e adultos a lidar com o problema de uma forma positiva.

Para o diretor do Marketing da FMU, Wilson Diniz, o eBook agrega conhecimento com rapidez e eficiência para pessoas que navegam na internet. "De acordo com a pesquisa Ibope, divulgada em junho deste ano, embora 82% dos brasileiros ainda não tenham lido um ebook, já somos quase 10 milhões de leitores de bits e bytes. Desta forma, creio que há um grande potencial para o ebook no Brasil e que esta é a oportunidade de muitas pessoas terem acesso a Cartilha, em seu formato digital", finalizou, Diniz.

Sobre a FMU
O Complexo Educacional FMU, que reúne as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (FISP) e Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado (FIAM FAAM), é referência na qualidade de ensino e empregabilidade de seus alunos há mais de 40 anos. Atualmente, a instituição oferece mais de 70 cursos de Graduação, 70 opções de Pós-graduação (Especialização e MBA), 40 cursos de Extensão e Mestrado em Direito. Possui estrutura moderna, campi de fácil acesso e professores mestres e doutores, que oferecem aos estudantes um ensino diferenciado e inovador.


Cartoon Network lança compromisso de prevenção ao bullying no Brasil e em toda a América Latina

O Cartoon Network, em parceria com o Facebook e as ONGs globais Visão Mundial e Plan International, convoca estudantes e adultos do Brasil e de toda América Latina a assinar um compromisso contra o bullying e a se unirem para acabar com esta prática nas escolas. O compromisso visa a ampliar ainda mais o alcance da bem-sucedida campanha Chega de Bullying. Não Fique Calado, lançada em 2010 nos EUA e em novembro de 2011 na América Latina.
A campanha Chega de Bullying foi lançada com base em pesquisas que mostram que o bullying afeta milhões de crianças na região e é uma preocupação grande de pais, educadores, especialistas e das próprias crianças. Um recente levantamento das organizações Plan International e UNICEF estima que entre 50% e 70% das crianças em escolas de ensino fundamental e médio já foram vítimas ou testemunhas de bullying.
O Cartoon Network transmitiu uma série de spots com personalidades destacadas em diversas áreas, convocando a todos para assinarem o documento (Confira o vídeo)
Estudantes e adultos podem assinar o compromisso no site da campanha Chega de Bullying, assim como no Facebook.
O compromisso também está disponível nos sites da Visão Mundial e da Plan.

O bullying na infância é tema das Férias Animadas, em Curtas Gaúchos


Ele é diferente, vive nas alturas, flutuando no ar. Não é um menino feliz, para isso acontecer ele precisa ter um momento de grande emoção. No sábado do dia 14/07/2012, Férias Animadas, de Curtas Gaúchos, apresenta a animação “Leonel Pé-de-Vento”. O programa vai ao ar, às 12h30, logo depois do Jornal do Almoço, na RBS TV.
O curta dirigido por Jair Giacomini apresenta a importância da amizade e da convivência com as diferenças, tocando diretamente no problema do bullying na infância. O menino Leonel vive isolado até o dia em que é descoberto pelas crianças da escola. Enquanto algumas o perseguem, outras ficam curiosas e se aproximam dele.

Direção de Jair Giacomini (também roteirista junto com Tarcísio Lara Puiati). Direção de animação de Lisandro Santos. Trilha sonora de Gerson Rios Leme. Realização de J.M. Giacomini.

Fonte: http://redeglobo.globo.com/rs/rbstvrs/curtasgauchos/noticia/2012/07/o-bullying-na-infancia-e-tema-das-ferias-animadas-em-curtas-gauchos.html


Facebook lança nova ferramenta de suporte ao usuário para combater o bullying


O Facebook já foi muito criticado por ignorar as reclamações de seus usuários relacionadas à bullying e spam. No entanto, a companhia parece ter mudado um pouco sua postura em relação a este tipo de caso. Foi lançada uma nova área na sessão “Facebook Safety” (Segurança do Facebook) que permite que os internautas acompanhem o andamento de suas denúncias.

Ou seja, quando você reporta algum tipo de abuso na rede, agora não vão mais poder simplesmente deixá-la de lado. O usuário terá como saber se sua crítica já foi lida e quais as respostas para a mesma. Segundo os engenheiros do Facebook, há uma equipe que acessa estas páginas todos os dias para tentar ajudar ao máximo os seus usuários.

O Cyberbullying é uma das principais preocupações de Mark Zuckerberg e sua empresa. De acordo com um estudo do Consumer Reports, mais de um milhão de crianças passaram por isso entre os meses de junho de 2010 e 2011, especialmente no Facebook. Portanto, a criação do “The Support Dashboard” é um passo significativo no combate contra a “trollagem” na web.

Fonte: http://www.bullying.pro.br

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