Acontece nesta semana, de 24 a 28 de maio, a 3ª Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) no Colégio e Faculdade Cenecista Nossa Senhora dos Anjos (Gensa e Facensa). Durante o evento, está sendo realizado um ciclo de palestras com temas diversos selecionados pela Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
Nesta quarta-feira, a palestra O Efeito do Bullying no Contexto Escolar, ministrada por Sonia Cristina Valiente Souza, apresentou o problema aos alunos, explicando que o bullying é um fenômeno que pode resultar em traumas duradouros e até provocar alterações na personalidade. “A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos”, declarou a palestrante.
O Complexo Gensa/Facensa entende que a escola é um local de respeito e de busca pela materialização dos direitos de todos os cidadãos, ou seja, de construção da cidadania. Sendo assim, incentiva comportamentos de trocas, de solidariedade e de diálogos, tratando todos os indivíduos com dignidade, com respeito à divergência, valorizando o que cada um tem de bom, para assim evitar os desvios de comportamento com levam à violência entre estudantes conhecida mundialmente como bullying.
Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
No Brasil, 40,5% dos alunos admitiram envolvimento diretamente em atos de bullying, segundo pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) realizada em 2002 com estudantes do 5º ao 8º ano do Rio de Janeiro.
27 de mai. de 2010
Trabalho preventivo no Colégio Nossa Senhora da Glória
O tema bullying vem sendo longamente discutido e trabalhado não apenas nas Instituições Escolares, mas também por profissionais das áreas da Psicologia, Psicopedagogia, Direito, Medicina e até mesmo do Jornalismo. Hoje, sabemos que este novo termo que surge caracteriza-se por um fenômeno que há muito tempo já é identificado no mundo, discutido e trabalhado com as crianças e adolescentes nas Escolas. Porém, a sociedade vem constituindo diferentes relações cada vez mais violentas e agressivas como um todo. Devido a esta realidade, as antigas discussões, os apelidos e pequenas brigas ocorridas entre os jovens acabam tomando uma proporção maior de acordo com o modelo social vivenciado e assistido nos meios de comunicação.
Além do aumento da criminalidade, da violência e da agressividade, outros fatores contribuem para o fenômeno bullying , como por exemplo, as novas constituições familiares. De acordo com Fante (2005), as principais causas identificadas em seus estudos a respeito do tema o agressor, aquele que pratica o bullying, impõe sua autoridade frente aos demais devido “à sua carência afetiva, à ausência de limites e ao modo de afirmação do poder dos pais sobre os filhos, por meio de práticas educativas que incluem maus-tratos físicos e explosões emocionais violentas variadas” (Fante, 2005, p. 61). Ou seja, para a estudiosa, a ausência de modelos educativos humanistas são orientadores e estimulantes do comportamento da criança para a prática do bullying, induzindo-os para o caminho da intolerância, que se expressa pela não aceitação das diferenças pessoais.
Identificamos claramente a prática do bullying no dia a dia das Escolas, inicialmente pela recusa da aceitação das diferenças do outro entre os colegas. Frente a este desafio, o Colégio Nossa Senhora da Glória desde o ano de 2009 vem realizando um trabalho preventivo com os alunos, professores e funcionários da Escola, oportunizando diversificados momentos de reflexão e esclarecimentos a respeito do tema. Nestes encontros, promovemos a conscientização da importância dos relacionamentos saudáveis no ambiente escolar e do respeito às diferenças. Além disto, os professores da Escola, sob a supervisão da Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional, vem realizando projetos interdisciplinares com as turmas nos diferentes níveis de ensino. Outras ações se fazem necessárias caso se identifique previamente atitudes que dizem respeito a possível prática do bullying em sala de aula, assim a atuação do SOE é imprescindível e de extrema importância para o acompanhamento dos alunos e contato com os familiares, a fim de trabalhar, interromper e evitar maiores conflitos.
O Colégio Glória, preocupado com o tema, desenvolve ainda outras atividades e oferece novos espaços para debates e desenvolvimento deste temário interligando atividades curriculares e extra-curriculares da Escola. Estas são orientadas por diferentes profissionais e setores do Colégio enfatizando os valores, a ética e o respeito nas relações, algumas delas são: manhãs de formação com todas as turmas de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e Ensino Médio; lideranças protagonistas, sendo encontros realizados com os grupos de apoio de cada turma no intuito de instruí-los, também, a respeito do bullying para identificação, prevenção e atuação em sala de aula como referências frente aos colegas; grupo Atitude Jovem, que se encontra todas as semanas na Escola para debates, reflexões e possíveis ações na comunidade escolar, além de atuar no Projeto Social, criado pelo próprio grupo; e o Espaço Cultural, enfatizando o Teatro na Escola.
Todos estes são espaços oferecidos pela Escola para o desenvolvimento e incentivo de construção de relações sadias, de cuidado com a própria vida e com o outro, além de mobilizar e formar os alunos a reflexões e a ações de cidadania. Assim, o Colégio Glória preocupa-se com a formação de indivíduos capazes de pensar, conviver e serem felizes.
Letícia Maccari – Orientadora Educacional do Colégio Nossa Senhora da Glória
Referência: Fante, C. (2005). Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. São Paulo.
Além do aumento da criminalidade, da violência e da agressividade, outros fatores contribuem para o fenômeno bullying , como por exemplo, as novas constituições familiares. De acordo com Fante (2005), as principais causas identificadas em seus estudos a respeito do tema o agressor, aquele que pratica o bullying, impõe sua autoridade frente aos demais devido “à sua carência afetiva, à ausência de limites e ao modo de afirmação do poder dos pais sobre os filhos, por meio de práticas educativas que incluem maus-tratos físicos e explosões emocionais violentas variadas” (Fante, 2005, p. 61). Ou seja, para a estudiosa, a ausência de modelos educativos humanistas são orientadores e estimulantes do comportamento da criança para a prática do bullying, induzindo-os para o caminho da intolerância, que se expressa pela não aceitação das diferenças pessoais.
Identificamos claramente a prática do bullying no dia a dia das Escolas, inicialmente pela recusa da aceitação das diferenças do outro entre os colegas. Frente a este desafio, o Colégio Nossa Senhora da Glória desde o ano de 2009 vem realizando um trabalho preventivo com os alunos, professores e funcionários da Escola, oportunizando diversificados momentos de reflexão e esclarecimentos a respeito do tema. Nestes encontros, promovemos a conscientização da importância dos relacionamentos saudáveis no ambiente escolar e do respeito às diferenças. Além disto, os professores da Escola, sob a supervisão da Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional, vem realizando projetos interdisciplinares com as turmas nos diferentes níveis de ensino. Outras ações se fazem necessárias caso se identifique previamente atitudes que dizem respeito a possível prática do bullying em sala de aula, assim a atuação do SOE é imprescindível e de extrema importância para o acompanhamento dos alunos e contato com os familiares, a fim de trabalhar, interromper e evitar maiores conflitos.
O Colégio Glória, preocupado com o tema, desenvolve ainda outras atividades e oferece novos espaços para debates e desenvolvimento deste temário interligando atividades curriculares e extra-curriculares da Escola. Estas são orientadas por diferentes profissionais e setores do Colégio enfatizando os valores, a ética e o respeito nas relações, algumas delas são: manhãs de formação com todas as turmas de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e Ensino Médio; lideranças protagonistas, sendo encontros realizados com os grupos de apoio de cada turma no intuito de instruí-los, também, a respeito do bullying para identificação, prevenção e atuação em sala de aula como referências frente aos colegas; grupo Atitude Jovem, que se encontra todas as semanas na Escola para debates, reflexões e possíveis ações na comunidade escolar, além de atuar no Projeto Social, criado pelo próprio grupo; e o Espaço Cultural, enfatizando o Teatro na Escola.
Todos estes são espaços oferecidos pela Escola para o desenvolvimento e incentivo de construção de relações sadias, de cuidado com a própria vida e com o outro, além de mobilizar e formar os alunos a reflexões e a ações de cidadania. Assim, o Colégio Glória preocupa-se com a formação de indivíduos capazes de pensar, conviver e serem felizes.
Letícia Maccari – Orientadora Educacional do Colégio Nossa Senhora da Glória
Referência: Fante, C. (2005). Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. São Paulo.
26 de mai. de 2010
Escola Menino Deus - frentes de trabalho por uma cultura antibullying
A vida da escola se encontra com a escola da vida. O Conselho de Representantes ( CRT ) , o Grupo de Jovens e o Núcleo de Cidadania e Voluntariado da Escola Menino Deus de Porto Alegre são ferramentas importantes para a construção de uma educação para a paz, um dos paradigmas da educação franciscana bernardina.
O compromisso na formação de uma liderança sadia e comprometida com o próximo fica definido na forma como a Escola Menino Deus estimula e engaja suas lideranças juvenis, canalizando todo esse potencial para a construção de um espaço escolar que prime pelo respeito e valorização da vida.
Embora com autonomia na forma de atuação, esses três projetos juvenis desenvolvem um amplo campo de ações que busca também quebrar o tão badalado bullying e, cuja ação profilática efetiva, nem sempre praticamos.
A forma como se deu o processo da eleição de Representes de Turma ( alunos de quintas à oitava série) foi uma aula de democracia e cidadania. A apresentação de projetos de lideranças para as salas de aula e reuniões sistemáticas com o CRT tornam o mesmo, uma força de civismo na escola.
A campanha do agasalho coordenada pelo CRT e com a assessoria do SOE, engajou uma escola toda que superou a própria meta do ano passado, passando de 1200 peças para 1535 peças doadas às obras sociais das Irmãs Franciscanas Bernardinas. o título da Campanha do Agasalho foi " AQUEÇA SEU CORAÇÃO COM UMA DOAÇÃO. O Conselho de Representantes de Turma é também responsável pela organização do Seminário ADOLESCER que chega em 2010 a sua terceira edição.
Os recreios com a criançada ganharam novos personagens. RECREIO BOM D+, com jogos cooperativos coordenados pelo Grupo de Jovens da Escola sob a assessoria do Serviço de Pastoral da escola. Uma pequena ação a canalizar energias e a congregar num clima de alegria e confraternização os ambientes da escola.Uma juventude a doar tempo e conhecimento organizado para o bem de seus colegas.São Francisco deixou um legado em uma frase desafiadora: AGORA FAÇAM VOCÊS.
Por fim o Núcleo de Cidadania e Voluntariado da Escola Menino Deus com sua tenra juventude a viver lições de cidadania juvenil de uma forma sistemática, numa aula viva de inserção comunitária em suas quatro frentes de trabalho. A Creche São Francisco de Assis com suas 89 crianças, o Centro Comunitário Sagrada Família com suas 187 crianças, o Instituto do Câncer Infantil e sua Casa de Apoio com crianças e adolescentes e o Asilo da SPANN com seus 143 idosos. Aulas de amor ao próximo através de uma protagonismo vivido por 34 alunos das Sextas às Oitavas Séries. O Núcleo integra desde sua fundação em 2009, a ação Tribos nas Trilhas da Cidadania da ONG Parceiros Voluntários e o Conselho da Juventude da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga.
Uma Escola que busca em ações concretas oferecer e viver a chamada cultura antibullying ou o paradigma da educação para paz. A Escola Menino Deus completa em 2011 seus 80 anos de serviço à educação.
Professor Carlos Alberto Barcellos
Escola Menino Deus de Porto Alegre
O compromisso na formação de uma liderança sadia e comprometida com o próximo fica definido na forma como a Escola Menino Deus estimula e engaja suas lideranças juvenis, canalizando todo esse potencial para a construção de um espaço escolar que prime pelo respeito e valorização da vida.
Embora com autonomia na forma de atuação, esses três projetos juvenis desenvolvem um amplo campo de ações que busca também quebrar o tão badalado bullying e, cuja ação profilática efetiva, nem sempre praticamos.
A forma como se deu o processo da eleição de Representes de Turma ( alunos de quintas à oitava série) foi uma aula de democracia e cidadania. A apresentação de projetos de lideranças para as salas de aula e reuniões sistemáticas com o CRT tornam o mesmo, uma força de civismo na escola.
A campanha do agasalho coordenada pelo CRT e com a assessoria do SOE, engajou uma escola toda que superou a própria meta do ano passado, passando de 1200 peças para 1535 peças doadas às obras sociais das Irmãs Franciscanas Bernardinas. o título da Campanha do Agasalho foi " AQUEÇA SEU CORAÇÃO COM UMA DOAÇÃO. O Conselho de Representantes de Turma é também responsável pela organização do Seminário ADOLESCER que chega em 2010 a sua terceira edição.
Os recreios com a criançada ganharam novos personagens. RECREIO BOM D+, com jogos cooperativos coordenados pelo Grupo de Jovens da Escola sob a assessoria do Serviço de Pastoral da escola. Uma pequena ação a canalizar energias e a congregar num clima de alegria e confraternização os ambientes da escola.Uma juventude a doar tempo e conhecimento organizado para o bem de seus colegas.São Francisco deixou um legado em uma frase desafiadora: AGORA FAÇAM VOCÊS.
Por fim o Núcleo de Cidadania e Voluntariado da Escola Menino Deus com sua tenra juventude a viver lições de cidadania juvenil de uma forma sistemática, numa aula viva de inserção comunitária em suas quatro frentes de trabalho. A Creche São Francisco de Assis com suas 89 crianças, o Centro Comunitário Sagrada Família com suas 187 crianças, o Instituto do Câncer Infantil e sua Casa de Apoio com crianças e adolescentes e o Asilo da SPANN com seus 143 idosos. Aulas de amor ao próximo através de uma protagonismo vivido por 34 alunos das Sextas às Oitavas Séries. O Núcleo integra desde sua fundação em 2009, a ação Tribos nas Trilhas da Cidadania da ONG Parceiros Voluntários e o Conselho da Juventude da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga.
Uma Escola que busca em ações concretas oferecer e viver a chamada cultura antibullying ou o paradigma da educação para paz. A Escola Menino Deus completa em 2011 seus 80 anos de serviço à educação.
Professor Carlos Alberto Barcellos
Escola Menino Deus de Porto Alegre
Estado aprova lei antibullying
O combate a uma chaga nas escolas ganhou ontem o aval dos deputados estaduais. Por unanimidade, a Assembleia Legislastiva aprovou projeto de lei que estabelece políticas públicas contra o bullying nas instituições gaúchas de Ensino Básico e de Educação Infantil, públicas ou privadas.
Casos trágicos como o do adolescente Matheus Avragov Dalvit, 15 anos, que em maio acabou morto em Porto Alegre com um tiro no peito depois de reagir às frequentes gozações das quais era alvo em razão de seu tamanho, dispararam o alerta para pais, educadores e autoridades.
A proposta aprovada ontem considera bullying “toda a violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorra sem motivação evidente, praticada por indivíduos contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar ou humilhar, causando dano emocional ou físico à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.
Do ponto de vista prático, a lei não estabelece ações concretas para enfrentar a violência entre os estudantes, como punições aos alunos ou a escolas negligentes. Pelo contrário, a nova lei sugere evitar sanções aos alunos agressores, privilegiando mecanismos alternativos a fim de promover sua mudança de comportamento.
Instituições poderão adaptar a sua realidade
De acordo com o deputado Adroaldo Loureiro (PDT), autor do projeto, a intenção é alertar e estimular a adoção de medidas para combater o bullying.Entre as disposições, está a inclusão no regimento de cada instituição da política antibullying considerada mais adequada a sua realidade. O secretário estadual da Educação, Ervino Deon, saudou a aprovação do projeto, mas disse que a preocupação não é nova na rede pública. Segundo ele, há pelo menos três anos equipes da Saúde Escolar atuam para combater a violência.
O que prevê a lei
- Reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar
- Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais
- Disseminar conhecimento sobre o fenômeno entre os responsáveis legais pelas crianças e pelos adolescentes
- Identificar concretamente, em cada instituição, a incidência e a natureza das práticas de bullying
- Desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de bullying nas instituições de ensino
- Treinar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do bullying e para o desenvolvimento de abordagens de caráter preventivo
- Orientar as vítimas de bullying e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima das vítimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar
- Orientar os agressores e seus familiares sobre os valores, as condições e as experiências relacionadas à prática do bullying, de modo a conscientizá-los a respeito das consequências
- Evitar tanto quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos a fim de promover sua mudança de comportamento
O que é bullying
- É a perseguição continuada a um aluno, por um ou mais colegas, por meio de intimidação psicológica ou agressão física sem motivo. Não é uma briga ou discussão ocasional, mas uma violência sistemática. Bully, em inglês, pode ser traduzido pelo termo valentão. Dele deriva a palavra bullying, que não tem uma tradução literal para o português.
(Fonte: Zero Hora)
Casos trágicos como o do adolescente Matheus Avragov Dalvit, 15 anos, que em maio acabou morto em Porto Alegre com um tiro no peito depois de reagir às frequentes gozações das quais era alvo em razão de seu tamanho, dispararam o alerta para pais, educadores e autoridades.
A proposta aprovada ontem considera bullying “toda a violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorra sem motivação evidente, praticada por indivíduos contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar ou humilhar, causando dano emocional ou físico à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.
Do ponto de vista prático, a lei não estabelece ações concretas para enfrentar a violência entre os estudantes, como punições aos alunos ou a escolas negligentes. Pelo contrário, a nova lei sugere evitar sanções aos alunos agressores, privilegiando mecanismos alternativos a fim de promover sua mudança de comportamento.
Instituições poderão adaptar a sua realidade
De acordo com o deputado Adroaldo Loureiro (PDT), autor do projeto, a intenção é alertar e estimular a adoção de medidas para combater o bullying.Entre as disposições, está a inclusão no regimento de cada instituição da política antibullying considerada mais adequada a sua realidade. O secretário estadual da Educação, Ervino Deon, saudou a aprovação do projeto, mas disse que a preocupação não é nova na rede pública. Segundo ele, há pelo menos três anos equipes da Saúde Escolar atuam para combater a violência.
O que prevê a lei
- Reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar
- Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais
- Disseminar conhecimento sobre o fenômeno entre os responsáveis legais pelas crianças e pelos adolescentes
- Identificar concretamente, em cada instituição, a incidência e a natureza das práticas de bullying
- Desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de bullying nas instituições de ensino
- Treinar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do bullying e para o desenvolvimento de abordagens de caráter preventivo
- Orientar as vítimas de bullying e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima das vítimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar
- Orientar os agressores e seus familiares sobre os valores, as condições e as experiências relacionadas à prática do bullying, de modo a conscientizá-los a respeito das consequências
- Evitar tanto quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos a fim de promover sua mudança de comportamento
O que é bullying
- É a perseguição continuada a um aluno, por um ou mais colegas, por meio de intimidação psicológica ou agressão física sem motivo. Não é uma briga ou discussão ocasional, mas uma violência sistemática. Bully, em inglês, pode ser traduzido pelo termo valentão. Dele deriva a palavra bullying, que não tem uma tradução literal para o português.
(Fonte: Zero Hora)
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